REVOGAÇÃO DO NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO
Para: Ao Reitor da Universidade Iguaçu (UNIG)
Nós, alunos do curso de Direito, nos dirigimos a Vossa Senhoria para manifestar nossa profunda preocupação e solicitar uma nova análise do novo padrão de avaliação implementado. A mudança de um formato de prova com 4 (quatro) questões de múltipla escolha e 2 (duas) dissertativas para 20 (vinte) de múltipla escolha e 4 (quatro) dissertativas, apesar de possuir como propósito o aperfeiçoamento acadêmico, impõe uma série de entraves que, a nosso ver, carecem de uma deliberação urgente.
Ressaltamos que, nos termos do Art. 77 do Regimento Geral da UNIG, é direito dos alunos participar, na forma do Estatuto e deste Regimento, com voz e voto, dos órgãos colegiados; recorrer das decisões dos órgãos executivos e deliberativos, para os órgãos de hierarquia superior e promover atividades ligadas aos interesses da vida acadêmica.
Inicialmente, é de bom alvitre ressaltar que, os discentes do último ano enfrentam demandas acadêmicas de alta complexidade, como a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a preparação para o Exame de Ordem Unificado da OAB e as obrigações impostas relacionadas ao ENADE, incluindo aulas complementares e simulados extensos.
A implementação de uma avaliação mais extensa e rigorosa compromete o tempo dedicado a atividades cruciais, podendo prejudicar o desempenho acadêmico e a saúde mental dos discentes e, por conseguinte, a taxa de aprovação no Exame da OAB e o conceito da instituição perante o ENADE.
Nesse diapasão, uma alteração tão significativa no modelo estrutural de avaliação deveria respeitar o estágio em que cada turma se encontra, sobretudo quando implementadas de forma abrupta, impactam de maneira desproporcional os discentes, em especial os concluintes.
Ademais, há uma discrepância cristalina no tratamento entre os alunos regulares e os de dependência e adaptação, que serão beneficiados com um modelo de prova online, via Google Forms, com apenas 10 (dez) questões objetivas a serem respondidas com um prazo de uma semana, garantindo uma maior chance de aprovação. Trata-se de disparidade eivada de injustiça, tendo em vista que, todos os alunos deveriam ser avaliados com parâmetros equivalentes em observância aos critérios da isonomia e imparcialidade. Dessa maneira, a instituição promove a desmotivação entre os alunos que estão cumprindo o cronograma curricular regularmente e se dedicando de forma integral.
Por fim, cabe salientar que o novo modelo de avaliação, também afetará o corpo docente. A correção de 4 (quatro) questões dissertativas por aluno, somada ao volume de questões objetivas, implica em um aumento expressivo na carga de trabalho dos professores, podendo comprometer o processo educacional como um todo.
Ante todo o exposto, solicitamos a revisão do novo modelo de provas, especialmente para os alunos do nono e décimo período, bem como a adoção de um modelo transitório e equilibrado e a realização de diálogo institucional com discentes e docentes, a fim de que se alcance uma solução justa.