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O afeto que me salvou não cabe na gravidade da norma

Para: Conselho Federal de Psicologia (CFP)

Eu não escrevo como paciente. Escrevo como sobrevivente.

Enquanto trabalhava, fui tomado por uma dor emocional que me paralisou.
Procurei ajuda. Entrei na terapia como quem busca ar.
E encontrei mais que técnica. Encontrei presença.

Estou há mais de meio ano em acompanhamento. A terapia me salvou.
Mas agora, ao perceber que o vínculo que me curou não pode existir fora do consultório, fui tomado por uma dor nova — institucional, não patológica.

A ética que proíbe vínculos pós-terapia parte do pressuposto de que o paciente é sempre vulnerável.
Mas há vínculos que curam. Há afetos que libertam.

Proponho um debate nacional sobre os limites éticos entre psicólogos e ex-pacientes.
Que se escute quem sente. Que se considere tempo, contexto e consentimento mútuo.

O afeto não é risco. O afeto é revolução.

Contato:
Henrique Pereira Carvalho
?? [email protected]
?? (42) 98875-0567
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Esta petição foi criada em 04 novembro 2025
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