Pela manutenção das turmas de 4 e 5 anos no cmei viver a infância.
Para: Perfeito de Goiânia e secretaria de educação de Goiânia
Solicitação de manutenção do modelo atual de atendimento do CMEI Viver a Infância
(meio período – matutino e vespertino – para crianças de 1 ano a 5 anos e 11 meses)
Prezada Senhora,
Nós, pais e responsáveis pelas crianças matriculadas no CMEI Viver a Infância, localizado na
Vila Nova, vimos por meio deste manifestar nossa discordância e preocupação diante das
alterações anunciadas pela Secretaria Municipal de Educação referentes ao modelo de
atendimento desta unidade.
Em 18 de novembro de 2025, durante reunião com famílias no CMEI, foi informado que, a
partir de 2026, a unidade passará a atender apenas crianças de 1 a 3 anos, e que crianças de 4
a 5 anos e 11 meses serão obrigadas a migrar para outras instituições: CMEI Dom Antônio
Ribeiro de Oliveira (que atende exclusivamente em período integral) e Escola Municipal
Laurício Pedro Rasmussen (que atende apenas no período vespertino).
Atualmente, o CMEI Viver a Infância oferece atendimento em meio período, nos turnos
matutino e vespertino, a crianças de 1 ano a 5 anos e 11 meses, modelo que atende de forma
adequada e flexível às necessidades das famílias da comunidade.
As mudanças propostas, entretanto, trarão prejuízos significativos, entre os quais destacamos:
1. Desassistência às famílias que necessitam de atendimento em meio período,
especialmente no turno matutino, que deixará de ser ofertado como opção para
crianças de 4 e 5 anos.
2. Comprometimento do atendimento às crianças atípicas, que demandam
acompanhamento especializado no período em que não estão na escola e que não
podem permanecer em atendimento integral por questões de saúde, desenvolvimento
ou ausência de apoio profissional adequado e ainda a exclusão do atendimento em
contraturno com atividades multidisciplinares ofertado atualmente.
3. Impacto logístico acentuado para as famílias, muitas das quais se deslocam a pé ou de
bicicleta. A transferência obrigatória para unidades distantes, além da separação de
irmãos em diferentes escolas, dificultará a rotina diária de cuidados.
4. Ausência de estudos, justificativas ou diálogo prévio com a comunidade escolar. A
decisão foi comunicada de forma tardia, no final do ano letivo, sem consulta pública,
sem escuta das famílias e sem apresentação de dados que sustentem a necessidade da
mudança.
5. O CMEI Viver a Infância mantém todas as suas vagas preenchidas em todas as faixas
etárias, atendendo à demanda da fila de espera. Portanto, não compreendemos a
razão de concentrar vagas apenas em crianças de 1 a 3 anos, reduzindo a oferta para 4 e 5 anos e colocando em risco o acesso dessas crianças à educação infantil adequada
às suas necessidades.
Diante do exposto, solicitamos a manutenção do modelo atual de atendimento do CMEI Viver
a Infância, com oferta de meio período (matutino e vespertino) para crianças de 1 ano a 5
anos e 11 meses, conforme a estrutura que historicamente tem atendido de forma eficiente e
respeitosa às necessidades da comunidade.
Reforçamos que a educação infantil é um direito das crianças e um serviço essencial para as
famílias, que devem ser ouvidas e consideradas em decisões que impactam diretamente sua
rotina, sua organização e o desenvolvimento de seus filhos.
Assim, apresentamos este abaixo-assinado como expressão legítima da comunidade escolar,
solicitando que a Secretaria Municipal de Educação reconsidere a proposta anunciada e
preserve o modelo de atendimento atualmente praticado.