Eduardo Leite
Para: Eleitores brasileiros
EDUARDO LEITE
A hora de escolher é agora
Se não houver uma candidatura democrática, não-populista de direita ou de esquerda, nas eleições de 2026, os democratas podem levar décadas para se recuperar. Considerando a terceira onda de autocratização que vem assolando o mundo, talvez não se recuperem como alternativa política concreta neste século.
Portanto, alguém deve assumir essa função, mesmo que, segundo as pesquisas de hoje, não tenha muitas chances de vencer o pleito. Mas projetará um caminho para 2030. Ocorre que 2030 passa necessariamente por 2026. Se não houver uma alternativa em 2026 ficará mais difícil construir, em cima da hora, um caminho para 2030.
Se Lula conquistar um quarto mandato, considerado o último possível por razões de idade, o PT partirá para o tudo ou nada. No período 2027-2030 o governo do PT se dedicará, precipuamente, a destruir qualquer embrião de projeto liberal (quer dizer, não-populista) que remanescer ou aparecer. Isso poderá acelerar o processo, já em curso, de transição autocratizante do nosso regime político. Por outro lado, se um bolsonarista, também populista e iliberal, vencer as eleições e voltar ao governo, nossa democracia poderá entrar em risco no curto prazo. É um imperativo sair dessa bifurcação que nos levará para um caminho não democrático, seja pela via do hegemonismo lulopetista, seja pela via do golpismo bolsonarista.
Para tanto, além de um programa e de um movimento, precisamos de um nome. Até agora o nome mais conhecido que vem sendo cogitado como candidato democrata não-populista em 2026 é o de Eduardo Leite. Se ele refugar essa oportunidade, almejando se eleger senador para não ficar sem mandato, talvez imagine estar fazendo um bom investimento na sua carreira política pessoal, mas prestará um enorme desserviço à democracia no Brasil.
Além disso, eleições são sempre imprevisíveis. Um democrata - correndo por fora da polarização entre um lulopetista e um bolsonarista - pode surpreender. A democracia não é uma certeza, pois depende sempre sempre de nossas escolhas. Mas a hora de escolher chegou: é agora!
02 de dezembro de 2025
Roberto Freire, Eduardo Jorge, Gilberto Natalini e Augusto de Franco
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