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Abaixo-assinado pela Revisão do Projeto da Praça do Recanto

Para: Prefeito de Mogi Guaçu, Sr. Rodrigo Falsetti

Revisão do PROJETO de reforma da PRAÇA DO RECANTO (Praça Rui Barbosa) - Mogi Guaçu

A Praça do Recanto, embora simples, é fundamental para a vida cotidiana do centro de Mogi Guaçu. Ela funciona como espaço de convivência, memória coletiva, descanso, circulação lenta e suporte ao comércio local. Seu valor está no uso constante e no vínculo social — não em monumentalidade arquitetônica.

O projeto de reforma apresentado, porém, compromete essa função ao substituir áreas verdes por pavimentação, reduzir sombra, assentos e conforto ambiental. Assim, a praça tende a deixar de ser um espaço de permanência para se tornar apenas uma área de passagem, o que ameaça a vitalidade urbana e ignora o comportamento real dos usuários.

O que está errado no processo?

Diversas normas brasileiras determinam como obras públicas devem ser planejadas. No caso da Praça do Recanto, existem falhas graves, como:

1. Falta de transparência

A Prefeitura ainda não publicou:

- plantas completas,
- memoriais descritivos,
- estudos ambientais,
- justificativas técnicas.

Sem esses documentos, a população não tem como avaliar o projeto.


2. Falta de participação popular

Antes de modificar um espaço público central, a lei exige:

- audiência pública,
- consulta aos conselhos,
- debate aberto com os comerciantes.

Nada disso foi feito, ou não foi informado — em desacordo com o Estatuto da Cidade e com princípios constitucionais.

3. Redução de áreas verdes e risco de irregularidades ambientais e urbanísticas

O projeto divulgado diminui a sombra e a arborização, aumenta áreas pavimentadas e piora o microclima urbano. Isso afeta conforto, saúde e convivência.

As leis que protegem o meio ambiente urbano e garantem o uso social das praças não foram plenamente observadas, inclusive no que se refere à arborização, permeabilidade e função climática da praça.

O projeto também se distancia das diretrizes ambientais e urbanísticas do Plano Diretor Municipal.


4. Acessibilidade incompleta

Não foram apresentadas:

-rotas acessíveis contínuas,
-rampas adequadas,
-piso tátil,
-mobiliário inclusivo,
-diretrizes de circulação universal.

Isso contraria a Lei Brasileira de Inclusão e compromete o direito de ir e vir de todos.


Por que isso preocupa?

Para continuar cumprindo sua função pública, a Praça do Recanto precisa:

-melhorar o conforto e a sombra,
-ampliar acessibilidade,
-respeitar o uso real do espaço e sua identidade cultural,
-fortalecer a vida social e o comércio local,
-valorizar o turismo e o paisagismo,
-preservar a memória afetiva da cidade.

O projeto atual, ao priorizar pavimentação e circulação rápida, pode trazer mais concreto, mais calor e menos convivência — justamente o oposto do que a cidade precisa.

Rejeita-se, portanto, não a reforma, mas uma intervenção sem diagnóstico técnico, sem escuta qualificada e desconectada das necessidades reais da comunidade.

Modernizar não é eliminar a função social da praça.

O que estamos pedindo — e isso é nosso direito


A sociedade civil solicita:

-Suspensão temporária do projeto, apenas até que tudo seja esclarecido;
-Publicação integral de todos os documentos técnicos;
-Audiência pública real, com participação efetiva da comunidade e dos conselhos;
-Estudos de arborização, permeabilidade e conforto térmico;
-Garantia formal de acessibilidade universal, conforme a LBI;
-Revisão técnica do projeto, se necessário, para atender às leis e ao interesse coletivo.

Nada disso impede a reforma.
Pelo contrário: garante que ela seja feita do jeito certo.

Queremos uma Praça do Recanto bonita, viva, sombria, acessível e acolhedora — um lugar de gente.

Com diálogo, técnica, transparência e respeito à comunidade, isso é totalmente possível.

Este é o primeiro documento produzido pela sociedade civil organizada sobre o tema. Outros materiais já estão sendo estruturados, com aprofundamentos técnicos, jurídicos e urbanísticos, para que — quando houver consulta pública — exista base concreta para diálogo qualificado, discussão transparente e construção de soluções que atendam ao interesse coletivo.

****Para validar sua participação, confirme sua assinatura na notificação que você receberá por e-mail.


Realização:
Coletivo Colibri – de Arte e Sustentabilidade

Apoio:
Sociedade Civil Organizada:
CUCA – Cidades Unidas Pela Cultura e Pela Arte
CMPC – Conselho Municipal de Política Cultural (sociedade civil)
CONDEF – Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Coletivo Tijolo

Ponto de Cultura:
Museu Restaurante Areca Bambu


Links (acesse no menu ao lado)

* Postagem do sobre o projeto: https://www.facebook.com/share/p/1DCcNbEnJi/

* Manifesto Completo: https://drive.google.com/file/d/1HoSLSBeg7hMXm3QwBx2ro2e42KDuhP4Y/view?usp=sharing

* Aspectos Jurídicos do Manifesto: https://drive.google.com/file/d/1cehTtc15cyuVP10WBRajCHBbd4uAmLaU/view?usp=sharing
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Esta petição foi criada em 11 dezembro 2025
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