Apoio ao reajuste de 38,21% na bolsa do Programa Mais Médicos. do Brasil-PMMB
Para: Participantes do PMMB
Desde a sua criação, o Programa Mais Médicos tem enfrentado uma significativa perda no valor da bolsa, principalmente devido à falta de reajustes adequados ao longo dos anos. Em especial, os tutores e supervisores do programa não receberam aumentos desde sua instalação. No último ano, 2025, foi solicitado um novo reajuste, mas o governo ainda não se manifestou. Estudos demonstram que, para restaurar o poder de compra da bolsa, seria necessário um aumento de pelo menos 38,21%.
Em 2024, foi concedido um reajuste de 8,2%, mas, devido à duplicação da cobrança do INSS, esse aumento praticamente não foi percebido. A situação se torna ainda mais crítica, pois, neste ano, haverá uma nova correção na cobrança do INSS. Sem um reajuste significativo, o valor líquido da bolsa continuará a cair.
Este abaixo-assinado visa unir todos os médicos participantes do programa e a população que reconhece a importância desse serviço, essencial para a atenção primária à saúde. Milhares de médicos estão se dedicando, mas não estão sendo devidamente valorizados.
Além disso, existem diversas injustiças enfrentadas pelos profissionais, como a excessiva carga horária de 44 horas e as perseguições políticas em seus locais de atuação. Alguns médicos estão sendo desligados do programa devido a diversos tipos de assédio, e a falta de segurança nas unidades de saúde é alarmante.
Esses desafios têm gerado um desgaste excessivo nesses profissionais, que precisam urgentemente de uma atualização no valor das suas bolsas, tanto do governo federal quanto das contrapartidas das prefeituras municipais. A solicitação de reajuste da bolsa não é apenas um ato de justiça, mas uma necessidade para a valorização desses profissionais.
Esperamos que, com este abaixo-assinado, possamos sensibilizar o governo federal a tratar essa categoria com o respeito e dignidade que merece. É fundamental reconhecer o valor dos profissionais que atuam na linha de frente da saúde brasileira.
Em tempo:
O SINMED-MG solicitou um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2024. Foi evidenciado que o valor da bolsa sofreu um reajuste acumulado de apenas 34,43%, enquanto a inflação medida pelo INPC-IBGE no mesmo período foi de 85,79%. Isso representa uma perda acumulada de 27,65% no poder de compra da remuneração dos médicos vinculados ao programa.
O estudo aponta que, para recompor o poder aquisitivo da bolsa e trazê-la aos mesmos patamares de 2013, seria necessário um reajuste imediato de 38,21%.
Dr.Edmar Fernandes
Diretor de Ensino Médico da FENAM
Presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará