Carta Aberta aos povos da América Latina e a Comunidade internacional
Para: Cidadãos e Cidadãs da América Latina, Organizações, Coletivos e movimentos sociais ( assinaturas abertas)
"Contra a instrumentalização política, econômica e mediatica da soberania latino- americana"
Os povos da América Latina, historicamente marcados por intervenções externas, não podem permanecer em silêncio diante de mais uma ação unilateral do Presidente da República dos Estados Unidos contra um país soberano da nossa região.
Sob o discurso recorrente de "defesa da democracia", " Segurança internacional" ou " combate a ameaças", assistimos a repetição de uma estratégia antiga: acusações severas, sanções políticas e pressões econômicas, frequentemente baseadas em suspeitas não comprovadas, documentos não tornados públicos e narrativas amplificadas seletivamente pelos grandes seios de comunicacão.
É impossível ignorar que tais ações ocorrem, de forma reiterada,bem territoriais estratégicos bruços em recursos naturais, especialmente o petróleo, ativo central na geopolítica global e historicamente associada a intervenções, bloqueios e desestabilizacoes em diversas partes do mundo - inclusive na América Latina.
Questionamos publicamente:
Onde estão as provas concretas, amplamente divulgadas e submetidas a organismos internacionais independentes?
Por que tais acusações raramente são debatidas de forma transparente na imprensa internacional dominante?
A quem beneficiamos, economicamente e estrategicamente, essas ações políticas?
Por que países com interesses energéticos alinhados aos Estados Unidos raramente sofrem o mesmo tipo de pressão?
Nada se trata de defender governos, partidos ou lideranças específicas.
Trata-se de defender o direito dos povos a autodeterminação, a soberania sobre seus recursos naturais e a verdade factual, e não a narrativas construídas conforme interesses econômicos e eleitorais.
A história latino- americana é clara: intervenções externas, quando justificadas por suspeitas vagas e discursos moralizantes, raramente resultam em democracia, paz ou prosperidade. Resultam,bisso sim, em instabilidade, sofrimento social e dependência econômica.
Diante disso, exigimos:
1. Transparência total sobre as acusações feitas,com provas acessíveis a Comunidade internacional.
2.Respeito a soberania dos países latino- Americanos.
3. O fim do uso político de sanções econômicas como instrumento de coerção.
4. O fortalecimento de mecanismos regionais de diálogo, sem tutela externa.
5. Que os recursos naturais da América Latina sirvam aos seus povos- não a interesses estrangeiros e que esses possam escolher seus representantes.
Convocamos, movimentos sociais, Universidades. Sindicatos, Jornalistas independentes, parlamentares, Organizações Civis e Cidadãos de toda a América Latina a romper o silêncio, questionar narrativas prontas e defender o direito a verdade.
A América Latina não é quintal, não é laboratório político, nem reserva estratégica alheia.
A soberania Latina Americana não está a venda,
Nossa voz não será silenciada.
Assinaturas: