Agora é a hora de reconectar o Rio Grande do Sul à vida real. E começa com a gente!
Para: Companheiros e companheiras
“Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar [...]
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
Amanhã é um novo dia”
Thiago de Mello
A gente sabe quando algo não está funcionando. Mais do que saber, nós conseguimos sentir. Sentimos o que é esperar meses por uma consulta médica, experimentamos o cansaço e a frustração de ter que nos deslocarmos de uma cidade a outra para um atendimento especializado em saúde. Vivenciamos o custo do pedágio e o aumento das tarifas de água e de energia elétrica que impactam no orçamento de cada família. Quando direitos básicos são tratados como mercadoria, quem perde é sempre quem mais precisa do Estado.
Sofremos quando as enchentes e os alagamentos vêm e as respostas demoram. Tememos pela nossa vida ao andarmos em municípios com falhas na segurança pública e déficit de servidores ou ao nos deslocarmos por estradas esburacadas e sem infraestrutura adequada. Nós trabalhamos, pagamos impostos, enfrentamos filas, pegamos estradas ruins, esperamos consultas, andamos com medo nas ruas, não conseguimos vagas para nossas crianças nas escolas e encontramos maneiras individuais de resolver problemas que são reflexos de questões estruturais. Mas, quando o Estado decide, parece que nós não importamos.
É por isso que tanta gente sente que a política acontece longe demais. O Rio Grande do Sul não é um Estado pobre. Não é um Estado sem gente trabalhadora. O Rio Grande do Sul, definitivamente, não é um Estado que perdeu a sua força para reconquistar o protagonismo que um dia já teve. O Rio Grande do Sul perdeu a sua conexão com o povo.
E quando a conexão se perde, cresce a desigualdade. Porque desigualdade não é destino, ela é reflexo de escolhas políticas. E as escolhas podem ser refeitas. Quem decide nem sempre vive as consequências. Quem vota o orçamento raramente enfrenta a fila. Quem aprova contratos que vendem a água pública não sente o peso no fim do mês. Durante muito tempo disseram que política é assim mesmo, que as decisões são complexas e que é melhor deixar como está.
Nós não aceitamos que seja assim, porque quem vive o problema entende. A política não é um jogo distante que acontece a cada quatro anos; ela é quem define se a saúde funciona, se o transporte melhora, se as regiões interioranas são ouvidas, se as mulheres estão protegidas, se a educação pública é satisfatória e se o dinheiro público é respeitado.
Nós acreditamos em uma política que começa na vida real, construída em conjunto e com escuta ativa, por meio de decisões coletivas que fazem da indignação um compromisso de transformação e que, acima de tudo, atua com coragem. Coragem para decidir melhor e mudar prioridades. Coragem para fiscalizar de verdade e enfrentar os interesses que sempre mandaram demais. Coragem para defender o que é público, a democracia e o Estado de Direito.
Agora, o desafio cresce, porque muitas das decisões que impactam nossas cidades estão na Assembleia Legislativa. Estão no orçamento estadual, nos contratos, nas concessões, nas prioridades que moldam o futuro do nosso Estado. Se a decisão é estadual, a nossa voz também precisa ser. O Rio Grande do Sul pode decidir melhor, pode ser mais justo com quem não vive nos grandes centros urbanos, mais firme com a proteção das mulheres, mais preparado para enfrentar as emergências climáticas, mais transparente nas suas escolhas.
Este manifesto é um chamado e, ao mesmo tempo, um convite para quem sente que já passou da hora, para quem acredita que a política precisa voltar a funcionar nas bases e nos espaços comuns onde vivem as pessoas, para quem tem disposição de participar e quer ser parte da mudança.
Porque quando a gente decide junto, o Estado decide melhor. Quando a gente opina, a política muda. Quando a gente tem coragem, o que parece impossível começa a se movimentar.
Você se soma a este movimento para reconectar o Rio Grande do Sul à vida real e fazer da coragem um compromisso coletivo? Assine.
Pré-candidata Marina Bernardes.