Juntos pela reforma da Escola Estadual Pastor Amaro José dos Santos
Para: Secretaria da educação geral e Conselho de educação junto ao Ministério Publico e Comunidade
A situação da Escola Pastor Amaro José dos Santos é grave e exige resposta imediata do poder público. Após as fortes chuvas , o córrego ao lado da unidade transbordou, causando inundação, queda de parte da parede e comprometimento da estrutura do prédio tendo como conseqüência as aulas suspensas. Em vez de apresentar um plano emergencial claro para recuperação da escola ou uma solução provisória organizada, a secretaria da Educação do Estado juntamente com a diretoria de ensino de Guarulhos, decidiu pelo fechamento da unidade e impôs a divisão das turmas entre a Escola Estadual Silvério Bertoni e a Escola Estadual Sílvio Cimino.
Essa decisão dificulta ainda mais a vida dos pais que dependem de transporte escolar que já sabe-se que é temporário. Como ficarão aqueles que precisam contratar condução particular? Ebós que não tem condições financeiras para isso? Alguns até mesmo sendo obrigados a largar seus empregos. Além disso, estão direcionando nossos filhos para a escolas mais distantes de nossas residências. É inadmissível.
A decisão foi tomada sem diálogo com a instituição escolar que está desse 2009 lutando pra conseguir Pos reparos necessários, com a comunidade e com os pais. Não houve escuta, nem transparência, n ao menos tivemos voz na reunião emergencial no dia 23/02, não houve construção coletiva. Onde está a atuação do Governo do Estado? Onde está a responsabilidade e qualidade? Como aceitar que essa escola seja fragmentada dessa forma? O poder público estadual precisa assumir sua responsabilidade e garantir uma solução adequada. É para isso que existe recurso público e necessitam dos nossos votos para estarem lá, são provenientes dos impostos pagos por toda a sociedade.
Se houver realocação, o mínimo aceitável é que seja feita com a escola em sua totalidade preservando a unidade da comunidade escolar, o corpo docente, equipe gestora, funcionarios, motoristas de transporte escolar e famílias. Trata-se de uma comunidade inteira impactada.
Queremos:
. Avaliação técnica transparente sobre a estrutura da escola;
. Prazo oficial para reforma e retorno das atividades;
. Garantia de que a comunidade escolar não será dividida;
. Respeito e diálogo com pais, alunos e profissionais;
É impossível aceitar decisões impostas sem participação da comunidade.
É inaceitável que as crianças fiquem sem escola.
É inaceitável que a escola seja apagada de sua história e construção de anos.
Este é um chamado à mobilização e precisamos estar unidos, presentes e firmes, não podemos nos calar!