Porto Alegre merece um Monumento ao 1º de Maio
Para: sociedade civil, movimentos sociais, sindicatos,partidos políticos, poder público
O 1º de maio é consagrado como Dia Internacional da Classe Trabalhadora. A data havia sido escolhida pela Internacional Socialista em 1889 e recordava o início de uma greve geral ocorrida nos Estados Unidos em 1886, que resultou na condenação à morte de diversas lideranças operárias e anarquistas, os Mártires de Chicago. Esta data passou para a história como um dia de lutas e reivindicações coletivas em diversos países do mundo. A primeira vez que houve um ato público no Brasil, com comício e caminhada pelas ruas, foi na cidade de Porto Alegre, em 1892, quando um grupo de homens e mulheres, brasileiros e imigrantes, se reuniu na Praça da Alfândega para reivindicar melhores condições de vida para a classe. Nesta ocasião, o grupo seguiu até a rua Dr. Flores, onde ocorreu uma nova reunião; atravessou o Floresta, que era o principal bairro operário da época, e terminou as atividades descansando, no final da tarde, em uma chácara na Avenida Independência.
Hoje, 134 anos depois, os atos de 1º de Maio se tornaram centrais no nosso calendário de lutas, mas poucas pessoas conhecem a história daqueles pioneiros. Foi através das lutas da classe trabalhadora, desenvolvidas ao longo dos anos seguintes, que diversos avanços foram conseguidos, como os direitos trabalhistas, também o acesso à saúde e educação, por isso é importante informar a população, já que a luta por estes direitos se dá até hoje. Desta forma, propomos que neste local seja instalado um “Monumento ao 1º de Maio”, com o objetivo de render homenagem à história de nossas lutas e consagrar a Praça da Alfândega como um lugar de memória para a classe trabalhadora porto-alegrense.
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