Em defesa da Casa de Cultura da Vila Guilherme contra o desmonte promovido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Cultura Antonio Parente!
Para: Prefeito Ricardo Nunes, Secretário Municipal de Cultura Antonio Parente
A comunidade frequentadora da Casa de Cultura da Vila Guilherme vem por meio deste abaixo assinado demonstrar profunda preocupação e indignação com a situação de tão importante equipamento cultural, que se encontra parcialmente fechado desde setembro de 2023. A partir dessa data, nenhuma obra foi iniciada e o que se observa é um profundo desmonte das atividades que ali ocorriam com um número cada vez menor de funcionários, de eventos e de oficinas. SÃO QUASE 3 ANOS DE FECHAMENTO SEM NENHUMA OBRA INICIADA.
Para efeitos de comparação, de 2019 a 2025 constata-se uma redução de mais de 60% no número de oficinas e eventos culturais. Atualmente, a imensa maioria das oficinas que ocorrem são feitas de maneira voluntária pelos professores. Além dessas reduções em eventos e oficinas, foi observado que o número de Jovens Monitores Culturais teve uma redução drástica de 2019 até 2026. Mesmo com todas essas reduções, a casa continua frequentada pois existe público demandando cultura no território. Eventos tradicionais e intensos também deixaram de acontecer nos últimos três anos, como o Arraiá do Casarão, que movimentava os coletivos, frequentadores e artistas em prol de uma festa tradicional, popular e acessível.
Por isso, todos os signatários deste abaixo-assinado, além de manifestar profunda preocupação e indignação com a situação descrita, cobram o poder público na figura do prefeito Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Cultura Antônio Parente, medidas que busquem atender às seguintes reivindicações:
1 - Início imediato das obras na Casa de Cultura da Vila Guilherme sem a perda do acesso ao espaço. Isso é possível de ser feito se a obra for feita por partes: primeiro no Casarão histórico e depois no prédio anexo. Outro ponto é que é necessário que a população tenha acesso ao cronograma de obras e possa acompanhar a utilização dos recursos de forma transparente;
2 – Diálogo democrático com o território para a sugestão e planejamento de atividades, eventos, oficinas, por meio de mecanismos como o Conselho Gestor das Casas de Cultura, instituído pela Lei Municipal de São Paulo Nº 11.325/92. Em setembro de 2023, a população já manifestou de forma efusiva seu desejo de ter um Conselho Gestor no Casarão em votação popular que movimentou mais de 500 pessoas;
3 – Contratação imediata das oficinas demandadas pelo público com contratos de no mínimo 1 ano e reajuste no valor da hora-aula, considerando a valorização do salário mínimo e a inflação desde o último reajuste que foi a mais de 7 anos;
Todas essas reivindicações são razoáveis e totalmente possíveis de serem atendidas considerando o orçamento da cidade de São Paulo que em 2026 foi de R$ 135.000.000.000(Cento e trinta e cinco BILHÕES de reais).
Atenciosamente,
Público, coletivos, artistas, frequentadores da Casa de Cultura da Vila Guilherme - Casarão