Problemas da má qualidade da distribuição de energia elétrica pela Equatorial em Cametá
Para: Equatorial Pará, à ANEEL, ao Ministério Público do Estado do Pará, à Defensoria Pública, ao PROCON, à ARCON-PA, à Câmara Municipal de Cametá
você, morador e moradora de Cametá, sobre algo muito sério: um conjunto de problemas causados pela má qualidade do fornecimento de energia elétrica em nosso município.
Assim como o nosso povo está sofrendo, a Prefeitura também sofre. E quando a Prefeitura sofre, quem sente as consequências é a própria população.
Todos nós vimos o vídeo daquela senhora relatando uma situação absurda: uma cobrança repentina da Equatorial, chegando a quase R$ 7 mil. E esse caso não é isolado. Todos os dias chegam relatos de famílias, comerciantes, comunidades e órgãos públicos enfrentando problemas com baixa tensão, oscilações, quedas de energia e aquele famoso “pisca-pisca”, que queima aparelhos, causa prejuízo e tira a paz das pessoas.
Em Cametá, a energia ruim já virou problema de abastecimento de água. A baixa tensão impede o funcionamento adequado das bombas, prejudicando o fornecimento de água nas comunidades. Nas escolas, a energia fraca impede o funcionamento das centrais de ar, inclusive em escolas novas e recém-inauguradas. Na saúde, a situação é ainda mais grave, porque a instabilidade da energia pode afetar o acondicionamento de vacinas, o funcionamento de unidades públicas e equipamentos essenciais.
A Prefeitura também já teve centenas de lâmpadas de LED queimadas, bombas danificadas, freezers e equipamentos prejudicados. Em muitos casos, o município precisou arcar com custos que deveriam ser responsabilidade da concessionária, inclusive comprando transformadores para tentar resolver problemas urgentes das comunidades.
E não para por aí. A Prefeitura está fazendo bloqueteamento, pavimentação e urbanização de ruas, mas a Equatorial não retira postes que ficam no meio das vias. Isso atrasa obras, prejudica o trânsito e atrapalha o desenvolvimento urbano da cidade.
Outro ponto grave: o município instalou painéis solares para reduzir gastos com energia. Os sistemas já estão ligados há mais de seis meses, mas a Equatorial não vem realizando o abatimento correto nas faturas. Isso causa prejuízo financeiro ao município e impede que a economia gerada seja aproveitada em benefício da população.
O problema é geral. A população sofre em casa, o comércio sofre, as vilas sofrem e o poder público também sofre. Falta manutenção na rede. Falta poda nas linhas de distribuição. Árvores encostam nos fios e interrompem o fornecimento. Postes caem ou ficam comprometidos. Equipamentos pegam fogo. Vidas são colocadas em risco. E Cametá já viveu tragédias ligadas a problemas na rede elétrica.
Muitas vilas precisam de novos transformadores. A rede atual não acompanha o crescimento das comunidades. Cametá cresceu, mas a rede da Equatorial não cresceu junto. O resultado é baixa tensão, queda de energia, prejuízo constante e indignação da população.
E é importante dizer: nós não somos contra fiscalização. A Equatorial tem o direito de combater irregularidades e ligações clandestinas. Mas é estranho ver tanto investimento em sistema antifurto, autogerenciamento e fiscalização do consumidor, enquanto a população continua sem receber uma energia de qualidade. O consumidor é cobrado, fiscalizado e punido, mas muitas vezes não recebe o serviço que merece.
Também existem relatos e imagens de funcionários mexendo em postes durante a madrugada, por volta de 2h30, e isso precisa ser explicado com transparência. A população tem direito de saber o que está acontecendo.
A Prefeitura de Cametá já entrou na Justiça contra a Equatorial. Na ação, pedimos que a empresa seja obrigada a melhorar com urgência o fornecimento de energia no município, resolvendo quedas, oscilações e baixa tensão que prejudicam moradores, unidades de saúde, bombas de água, iluminação pública e equipamentos públicos. A Prefeitura também cobra R$ 2.719.154,94 por danos materiais, R$ 500 mil por dano moral coletivo e R$ 10 milhões por dano social, além de multa em caso de descumprimento das determinações judiciais.
Mas agora nós precisamos ampliar essa luta.
Por isso, estou convidando você, morador de Cametá, comerciante, trabalhador, dona de casa, agricultor, liderança comunitária, servidor público e todos que já sofreram com a Equatorial, para participar de um abaixo-assinado popular.
Esse abaixo-assinado será encaminhado à Equatorial Pará, à ANEEL, ao Ministério Público do Estado do Pará, à Defensoria Pública, ao PROCON, à ARCON-PA, à Câmara Municipal de Cametá e também será juntado, para conhecimento, ao processo judicial já movido pela Prefeitura.
Nós queremos fiscalização, providências, revisão da rede, instalação de novos transformadores, solução para a baixa tensão, retirada de postes que atrapalham obras, manutenção adequada, respeito ao consumidor e ressarcimento dos prejuízos causados.
Também peço que cada morador registre suas denúncias, guarde protocolos, fotos, vídeos, contas abusivas e comprovantes de prejuízo. Tudo isso fortalece a nossa luta.
Cametá pede respeito. Cametá pede socorro. A população não aguenta mais pagar caro por um serviço que não funciona como deveria.
Essa luta não é só da Prefeitura. Essa luta é de todos nós.
Assine o abaixo-assinado. Some sua voz. Vamos juntos cobrar da Equatorial a energia que Cametá merece.
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