Segurança para os alunos da una-linha verde
Para: Estudantes com o registro de aluno ativo
Nós, estudantes e demais membros da comunidade acadêmica, solicitamos que a instituição de ensino se posicione e cobre das autoridades públicas medidas efetivas para garantir a nossa segurança dentro e no entorno da faculdade.
O direito de ir e vir é garantido pela Constituição Federal, mas, na prática, esse direito não é plenamente exercido quando estudantes e trabalhadores precisam frequentar a instituição sob medo de assaltos, violência, abordagens e outras situações de risco.
Por isso, reivindicamos que a faculdade cobre formalmente do Poder Público e das forças de segurança a adoção de medidas concretas, incluindo a possibilidade de instalação ou disponibilização de uma base da Polícia Militar nas proximidades da instituição, além de policiamento ostensivo e ações preventivas nos horários de maior circulação de estudantes e trabalhadores.
Entendemos também que a segurança pública não se limita à presença policial. A própria instituição precisa fazer a sua parte. Por isso, reivindicamos melhorias na infraestrutura do campus e de seus acessos, como iluminação adequada, manutenção das áreas externas, segurança nos pontos de entrada e saída, monitoramento, sinalização, condições adequadas de circulação e outras medidas que contribuam para a prevenção da violência.
Não queremos que a comunidade acadêmica seja obrigada a escolher entre estudar e se colocar em risco.
A faculdade tem responsabilidade social com aqueles que diariamente atravessam seus portões para estudar e trabalhar. Quando uma instituição conhece uma realidade de violência e insegurança e não se mobiliza para buscar soluções junto ao Poder Público, sua omissão deixa de ser apenas uma questão administrativa e passa a contribuir para a naturalização do problema.
Não queremos silêncio diante da violência. Queremos posicionamento, cobrança e ações.
Assinar este documento é defender que o direito de ir e vir não exista apenas no papel, mas seja garantido na realidade.
Segurança para estudar, trabalhar e voltar para casa não é privilégio. É direito.