A LEOA MENTIROSA: FORA CELINA!
Para: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF); Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF); Polícia Federal (PF); Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
BRB e Banco Master: queremos investigação, transparência e responsabilização no Distrito Federal
Nós, abaixo-assinados, cidadãos e cidadãs do Distrito Federal, diante da gravidade dos fatos envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, solicitamos às autoridades competentes uma investigação ampla, independente e transparente sobre as decisões que envolveram o patrimônio público do Distrito Federal.
O caso envolve operações bilionárias, suspeitas de irregularidades, investigações da Polícia Federal e a prisão de dirigentes relacionados às instituições envolvidas. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso no âmbito da investigação que apura possíveis crimes relacionados às operações com o Banco Master.
O que está em jogo não é apenas uma disputa entre grupos políticos ou interesses privados. É o patrimônio de uma instituição financeira pública do Distrito Federal e, consequentemente, o interesse de toda a população.
A população tem o direito de saber: quem sabia das operações? Quem participou das decisões? Quem autorizou ou acompanhou as negociações? Quais mecanismos de controle foram utilizados? Houve alertas que foram ignorados? E quem poderá ser responsabilizado caso sejam comprovadas irregularidades?
A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem afirmado publicamente que era contrária à operação envolvendo o Banco Master e que não tinha participação nas negociações. Em entrevista à imprensa, também afirmou que mantinha uma relação de conflito com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Entretanto, mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, reveladas pela imprensa em setembro de 2026, apresentam uma versão diferente. Em uma delas, ao comentar a alegação de que Celina teria ficado de fora da negociação, Vorcaro teria escrito:
“Não ficou de fora não. Isso aí é jogo pra se preservar na política.”
A existência e o contexto dessas mensagens precisam ser devidamente examinados pelas autoridades competentes. Elas não devem ser tratadas como prova definitiva de responsabilidade, mas tampouco podem ser ignoradas diante da gravidade das circunstâncias.
Por isso, exigimos:
A investigação completa das decisões e operações envolvendo o BRB e o Banco Master, incluindo a eventual participação de agentes públicos;
A apuração de todas as responsabilidades administrativas, civis e criminais que eventualmente forem identificadas;
A investigação sobre o conhecimento e a participação de autoridades do Governo do Distrito Federal nas negociações;
Transparência sobre a situação financeira do BRB, os impactos das operações realizadas com o Banco Master e os riscos eventualmente transferidos para o patrimônio público;
A fiscalização rigorosa dos recursos públicos e das medidas adotadas para enfrentar os prejuízos decorrentes do caso;
Que qualquer autoridade ou agente público eventualmente envolvido seja responsabilizado na medida de sua participação, sempre com respeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.
O patrimônio público não pertence a governos, partidos ou grupos políticos. Pertence à população do Distrito Federal.
Queremos a verdade, transparência e responsabilização. Se houve crime, que os responsáveis respondam perante a Justiça. Se houve omissão, que ela seja apurada. Se houve prejuízo ao patrimônio público por decisões irresponsáveis ou ilegais, que os responsáveis sejam identificados.
O povo do Distrito Federal não pode ser chamado a pagar a conta por eventuais erros, omissões ou ilegalidades cometidos por quem tinha o dever de proteger o patrimônio público.
Brasília merece saber a verdade.
Natty Vieira
Candidata a Deputada Distrital pelo Distrito Federal