Pela segurança das estudantes da UVV: investigação, proteção e responsabilização
Para: Reitoria da Universidade Vila Velha (UVV) e Coordenação do Curso de Medicina
Em reportagem publicada pelo portal A Gazeta, em 19 de outubro de 2026, foi noticiado o caso de um estudante de Medicina da Universidade Vila Velha (UVV), detido no Rio de Janeiro sob suspeita de gravar uma jovem nua durante um evento universitário em Valença. Segundo as informações divulgadas, a universidade anunciou o afastamento cautelar do estudante e a abertura de um procedimento administrativo.
O caso gerou preocupação entre estudantes e integrantes da comunidade acadêmica, especialmente diante de relatos sobre possíveis outras situações semelhantes no ambiente universitário.
De acordo com relatos compartilhados por estudantes da área da saúde, haveria outros alunos e grupos de estudantes associados a comportamentos de caráter sexual invasivo, exposição de colegas e desrespeito à intimidade de mulheres. Também foram relatadas situações em que alunas teriam sido vítimas de assédio e, diante dessas experiências, chegado a trancar seus cursos.
Esses relatos ainda precisam ser devidamente apurados. Entretanto, sua existência torna necessária uma investigação institucional que não se limite ao episódio divulgado pela imprensa, mas que também examine possíveis ocorrências anteriores, eventuais padrões de comportamento e a eficácia dos mecanismos de denúncia e proteção oferecidos pela universidade.
Diante disso, nós, estudantes, integrantes da comunidade acadêmica e apoiadores, solicitamos à Reitoria da Universidade Vila Velha e à Coordenação do Curso de Medicina:
1. Responsabilização rigorosa: que o caso noticiado seja apurado com seriedade e celeridade, com aplicação das sanções cabíveis caso as condutas sejam comprovadas, respeitando-se o devido processo.
2. Investigação de possíveis outros casos: que sejam apurados os relatos de situações semelhantes, inclusive aqueles que envolvam outros estudantes ou grupos, mediante análise de denúncias e indícios verificáveis, sem generalizações ou julgamentos antecipados.
3. Proteção e acolhimento das vítimas: que sejam oferecidos canais seguros de denúncia, assistência psicológica, orientação e suporte acadêmico, com preservação da identidade e da privacidade das estudantes e prevenção de retaliações.
4. Medidas efetivas de prevenção e intervenção: que a universidade fortaleça seus protocolos de segurança, apuração e acolhimento, promova ações educativas sobre consentimento e respeito à intimidade e estabeleça procedimentos claros para lidar com denúncias de assédio e outras formas de violência.
5. Transparência institucional: que a universidade se posicione sobre as providências adotadas e informe, dentro dos limites legais e de privacidade, quais medidas serão implementadas para prevenir novas ocorrências.
O afastamento cautelar anunciado é uma medida inicial, mas a comunidade acadêmica também precisa de respostas sobre a prevenção de novos episódios, a apuração de outros relatos e a garantia de um ambiente seguro para todas as estudantes.
Nenhuma aluna deve sentir que precisa abandonar sua formação acadêmica por medo, constrangimento, assédio ou falta de proteção institucional.
Esta mobilização não pretende promover julgamentos públicos ou atribuir culpa antecipadamente. Seu objetivo é exigir investigação séria, responsabilização quando comprovada a conduta e mudanças institucionais concretas.
Assine e compartilhe esta petição para apoiar a construção de um ambiente universitário seguro, respeitoso e livre de assédio.