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Parque Augusta Resiste

Para: Sociedade Civil Brasileira/Paulistana; Aliados do Parque Augusta; Ativistas e Colaboradores Internacionais; Exmo. Sr. Prefeito de São Paulo Fernando Haddad; Setin Empreendimentos Imobiliários; Cyrela Brazil Realty; e demais interessados

To the Civil Society,

This manifesto entails on how the establishment of the City of São Paulo, Brazil wants to dismiss the last green area of the Lower Central Region of Augusta ( Augusta is a very popular and frequented street and neighborhood in the heart of the city of São Paulo) In this city of concrete and polluted skies, a collective of concerned citizens, activists, artists, outsiders have come together as The Augusta Park Collective (Coletivo Parque Augusta) and made Augusta Park (Parque Augusta) roughly 269.1 square feet of untouched, lush grove of green land. The place became occupied by all civilians under the pretense of self-management, maintenance and preservation of the grove, a construction of a community garden, leisure for all the people, sociopolitical activities, farmers markets,& a space for the arts and culture.
BUT they have halted the peoples work and have closed the gates of the park, using the police to harass and control its gates. There are plans for condos to be built in the area. The people have been able to get the Mayor of the city to sign the grove as a public park. But the gates continued closed! The city has given no answers or explanations as if to WHY.
This is a Protest! The Augusta Park Collective (Coletivo Parque Augusta) demands that the park be returned to the people that have as a whole have been able to [successfully] with self-management &dedication keep the grove as is and a place for all to enjoy. Where they have been able to collaborate-ideas, share stories, and meet other people with like- minded ideas in this Metropolis of over 11 million inhabitants. Give us back what was taken unjustly and unfairly! There is no need to have to deal with societal control, elitism, and capitalist greed. This harassment and throw away of our land, Stops Now. We shall not bow down to so called owners of power!
Sincerely, The Augusta Park Collective.


Á Sociedade Civil

Este manifesto outsider enseja destituir do establishment o último espaço de área verde da região central do baixo Augusta, denominado coletivamente de Parque Augusta. Uma área composta por 25 mil m² esquadrinhada anteriormente pelo poder do capital em dois lotes: num funcionava um estacionamento - desativado em 31 de dezembro de 2013 - e noutro ainda resiste um Bosque que abriga uma fauna e uma flora protegida pelas escrituras públicas nº 12.952 e nº 12.953 - aonde imbuí um termo de compromisso que exige a preservação e a manutenção desta área - como também, assegura a existência de uma servidão de passagem pra sociedade civil utilizá-lo de forma livre e cônscia, através da Lei nº 10.032.
Acontece, que a tríade patriarcalismo-xenofobia-capitalismo vem coibindo de maneira arbitraria e capciosa, que a sociedade civil paulistana se aproprie deste terreno completamente. E após anos de apropriação indevida por posseiros capitalistas, a sociedade civil instituiu uma molécula baseada na autogestão e iniciou uma série de intervenções e atividades sociopolíticas que culminou no reconhecimento do establishment em 05 de setembro de 1986 - baseado no decreto 10.766/73 - de tais ações produzidas e desencadeadas pelos paulistanos, no já denotado Parque Augusta.
Mutatis mutandis, um casulo foi tecido pra manter as diversas moléculas organizadas em torno da proposta de ocupação do Parque Augusta, que incide na ocupação da área em consonância com os pressupostos indicados por todas e todos cidadãos - sem exceção - como na manutenção e preservação do Bosque, na construção de uma horta comunitária, na produção de feiras veganas semanais, e na produção de intervenções urbanas regionais pra ensejar tal resistência protocolar e criar um approach colaborativo com outros moradores um tanto omissos da região central, através do preterido processo relacional.
Em detrimento deste approach, a população parou de ensaiar a própria cegueira e se uniu em torno da aprovação do projeto de Lei nº 345/2006, no sentido de também colaborar na confecção de seu texto pra incorporar nela, a real demanda das moléculas outsiders encasuladas no Parque Augusta, com o objetivo de endossar a perene proposta de ocupação que já acontece lá. Ao perceber tal revolução molecular, o atual prefeito da cidade de São Paulo, o Exmo. Sr. Fernando Haddad, despachou o decreto nº 15941/2013, autorizando a prefeitura paulistana de criar o parque, mas o denotando apenas como um local pra prática de atividades esportivas e de lazer ao ar livre.
A revolta proletária começou de novo. Porque as moléculas do Parque Augusta querem praticar a autogestão naquele espaço e não apenas exercícios físicos ou algo similar. Por causa disso, obstruíram as servidões de passagens já mencionadas, fecharam os portões do estacionamento, e estão utilizando o patrulhamento da polícia militar pra perseguir e controlar os corpos vibráteis que resistem front a covardia elitista do setor de empreendimentos imobiliários brasileiro.
Protesto! O Coletivo Parque Augusta exige a expropriação deste espaço de 25 mil m² pra ser gerido pela prática da autogestão em consenso com as demandas deliberadas em reunião amplamente divulgada e aberta as interessadas e aos interessados. Devolva-nos o que nos foi tomado já - de maneira acordada e amigável - ou interviremos pra que nossas moléculas obstruam a cidade e os mecanismos de controles societais mantenedores estruturais da tríade que dá sentido ao ascetismo elitista destes supostos donos do poder!

Abaçaiado, Coletivo Parque Augusta
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Esta petição foi criada em 03 janeiro 2014
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