Apartheid urbano NÃO!
Para: Shoppings e outros estabelecimentos comerciais que apoiam o apartheid social
É crítica a situação de discriminação social no Brasil. O fenômeno "rolezin", mesmo não tendo nenhuma intenção política, desperta uma questão que esta última vem negligenciando há seculos: qual a posição geográfica que o pobre deve se comportar: cadeia, cemitério ou favela ?
Atitudes nojentas como a discriminação racial promovida por shoppings da capital paulista nos coloca em um ponto decisivo da cultura brasileira: sou a favor da inclusão dos pobres em ambientes de alta classe ou eles só devem permanecer lá se for atrás do balcão ou limpando o chão ?
Acreditamos que o problema real se desenvolveu pela negligencia estatal em investimento em educação e falta de políticas públicas de distribuição de renda, mas temos o dever de repúdio a atitudes como esses locais vem promovendo. Há muito tempo que a Casa Grande acabou, eles não podem dizer onde deve-se ou deixar de ir.
Se não fizermos isso agora, até onde isso vai chegar ? Se não fizermos isso agora, a opressão pode se estender a outros locais privados, e se não parar, à igrejas, repartições publicas e até hospitais!
É assim que o inimigo começa, aos poucos, vendo até onde nossa reação dorme, e assim suas garras, frustram nossos sonhos de igualdade social e racial.
Baseando-se na Lei Afonso Arinos (lei 1390/51 de 3 de julho de 1951), desejamos imediatamente o fim da proibição de entrada em shoppings e outros estabelecimentos comerciais pelo simples fato de ser negro, pobre ou favelado, como foi infelizmente evidenciado (com direito a truculencia policial) neste último fim de semana. A Lei Afonso Arinos diz:
Art 1º Constitui contravenção penal, punida nos têrmos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de côr.
Parágrafo único. Será considerado agente da contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento.
Vamos fazer valer nossos direitos!
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para mais informações, acessem a pagina do bloghttp://maurosanders.blogspot.com.br/2014/01/apartheid-urbano-e-o-direito-de-dar-um.html
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