A favor da regulamentação e legalização das apostas online
Para: Congresso Nacional
Sabemos que esse é um assunto muito polêmico e que mexe bastante com opiniões normalmente muito enraizadas nas pessoas. Conversar sobre a legalização e a regulamentação das apostas online é tão delicado que perdemos a oportunidade de lucrar com os sites de apostas em pleno ano de Copa do Mundo; não podemos esquecer que se trata também de ano de eleições, não é mesmo? Quem seria o louco de discutir uma “bomba” dessas com o risco de se queimar com a opinião pública?
Se o Brazilian Gamming Congress (Congresso Brasileiro de Jogo) estipulou que R$600 milhões a R$1 Bilhão são gastos todo ano com o jogo online, imagine em ano de Copa o tamanho desse bolo. Portanto, para 2014, podemos esquecer, porque esse assunto não voltará a pauta de nossos governantes para não afetar os resultados nas urnas.
Se você já aposta ou é a favor da regulamentação dos sites de apostas, cassinos, bingos, caça-níqueis entre outras opções de entretenimento online, muito provavelmente vai concordar com os argumentos que apresentamos logo aqui embaixo, e em todas as outras áreas do nosso site.
Porém, se a sua visão é um pouco mais conservadora, ou se você ainda é muito religioso, é natural que não vá concordar muito com o que verá abaixo, principalmente porque a própria lei que coloca as apostas online nessa zona cinzenta surgiu por uma grande influência da igreja católica na década de 40 (Saiba mais sobre a proibição das apostas e cassino no Brasil). Mas, ainda vale a pena dar uma lida. Afinal, talvez você perceba que nesses novos tempos, a lei precisa responder às demandas atuais que vão surgindo naturalmente.
E possivelmente se convença que o Brasil poderia ganhar muito com essa legalização e, tendo o dinheiro bem aplicado, promover mudanças sociais que atendam os interesses de toda a população.
Por que assinar a favor da legalização das apostas online?
Veja alguns motivos que reunimos para você ser a favor da regulamentação das apostas online no Brasil:
1. Deixamos de tributar mais de R$600 milhões: Como você pode ver no link a seguir: não é proibido apostar pela internet no Brasil. Portanto, mais de R$600 Milhões saem do nosso país todo ano sem que a sociedade receba um centavo sequer como tributo, que poderia ser reinvestido em áreas críticas já conhecidas: como saúde, educação, segurança, transporte e, principalmente, o esporte. Com o fracasso da Timemania, discute-se bastante a possibilidade dos sites de apostas serem uma ótima alternativa para ajudar os clubes a saldarem as suas dívidas.
2. O monopólio da Caixa Econômica reduz as suas opções: Teoricamente, apostar em estabelecimentos físicos no Brasil é proibido. Mas, não se você fizer as suas apostas pelas loterias da Caixa Econômica Federal. A Caixa monopoliza as apostas no Brasil; e oferece prêmios menores para o apostador que recebe pouco mais de 30% do valor arrecadado. A regulamentação dos sites de apostas colocaria mais concorrentes para brigar por esse mercado, oferecendo opções de jogos, apostas e prêmios mais interessantes do que os atuais.
3. Efeito “Robin Hood”: Sabemos que o interesse em palpitar faz parte de todo o brasileiro fã do futebol. Quem não gosta de dar um pitaco no seu time e, até mesmo, no time dos outros? Apesar de termos diferentes classes sociais interessadas nessa paixão nacional, o grande lucro por parte dos sites de apostas vem dos apostadores VIP, que apostam valores na casa dos 4 dígitos ou mais para poder acompanhar o seu esporte favorito com mais emoção. Logo, a tributação em cima do lucro dos sites de apostas poderia ser uma pequena ferramenta no combate da desigualdade social, cabendo ao governo o uso inteligente dos recursos adquiridos.
4. Os sites de apostas na solução dos riscos sociais: As apostas pela internet têm os seus riscos, não podemos esquecer disso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 2% a 3% da população do planeta sofre com a compulsividade na hora de jogar. Porém, esse problema já acontece no Brasil, imagine quantas pessoas que não gastam o seu salário nas cartelas da Mega Sena? O problema é que não temos o controle dos valores gastos por cada pessoa, afinal, apenas nesse ano que a Caixa Econômica Federal sinalizou com a possibilidade de incluir o CPF no bilhete de cada um. Com os sites de apostas podemos saber quanto cada indivíduo apostou, quanto que esse percentual representa em relação ao seu salário e, inclusive, ativar gatilhos de proteção que o impossibilite de gastar mais que um determinado teto.
5. Mais opções para o seu dinheiro: O que você prefere? Torcer por 6 bolinha com a probabilidade 1 em 52.000.000 ou apostar o valor que você quiser em seu time favorito e acompanhar a partida em um bar com muito mais emoção? É possível apostar em diversos esportes, como: futebol, MMA, vôlei, basquete etc. E as opções não se limitam apenas aos esportes; bingo, cassino, caça-níqueis, poker e outras tantas alternativas estão disponíveis nos melhores sites de apostas.
6. A lei que proíbe as apostas é de 1946: Pois é, a lei que fechou os nossos cassinos e proibiu que qualquer estabelecimento explorasse os “jogos de azar” (menos a Caixa) está prestes completar 70 anos e até o momento o congresso não decidiu se debruçar sobre essa questão que pode ser tão interessante para o nosso país.
7. Por um mercado livre, mas controlado: Entendemos também que de nada adianta regulamentar as apostas e tornar esse mercado um monopólio na mão da Caixa Econômica Federal; ou, ainda, de um ou dois operadores que reduzem as nossas opções de apostas e que podem muito bem estarem atendendo apenas aos interesses escudos dos governantes ou grupos privilegiados. O nosso mercado deve estar aberto a todos os operadores que queiram investir no Brasil e oferecer os sites de apostas, desde que tenham sido aprovados em um bom processo de qualidade e estejam alinhados com a nova regulamentação vigente. Com mais opções de sites, os apostadores não se tornam reféns de um site ou outro, tendo mais liberdade de escolha.
8. Imposição de limites e controle: Existem diversas formas de controlar o jogo para que ele seja praticado de maneira moderada, e o modelo europeu parece ser o mais interessante deles. Adaptando a realidade brasileira, as contas de apostas poderiam ter em seu cadastro o CPF do jogador obrigatoriamente, e todo gasto que fosse realizado seria atrelado a esse CPF. Dessa forma, pode-se sugerir limites a partir de um valor que corresponda a uma parcela de seu salário, por exemplo. Isso impediria que jogadores compulsivos criassem múltiplas contas em diversos sites como uma forma de escapar dos limites impostos. Uma base de dados poderia ser compartilhada entre os sites que operem no Brasil com a listagem de clientes compulsivos impedidos de poderem continuar jogando, caso algum desses sites o aceitem como cliente, sansões exemplares poderiam, e deveriam, ser aplicadas. O controle e a regulamentação abre um leque de alternativas que trazem benefícios as diversas famílias devastadas pelo jogo desregrado.
Mesmo de maneira tímida, alguns sites de apostas já adotam essa postura em incentivar o jogo responsável, o ApostasOnline.com é um criou um guia em vídeo para apostadores iniciantes e aborda o tema de se apostar com responsabilidade e moderação, mas ainda é preciso de um maior envolvimento sobre esse tema.
9. Controle de fraudes e manipulação de jogos: Na Máfia do Apito, esquema de manipulação de jogos que assombrou o Brasil em 2005, protagonizando o árbitro Edilson de Carvalho, a Aebet foi um dos sites que a quadrilha usava para fazer as suas apostas. Depois de um determinado momento, ao perceber que o fluxo de apostas para os jogos apitados por Edilson de Carvalho eram muito grandes e, consequentemente, o prejuízo no pagamento das apostas também era, a Aebet simplesmente parou de aceitar apostas para esses jogos. Isso mostra como que os próprios sites de apostas podem ser parceiros importantes no combate de jogos manipulados, afinal, eles também saem muito prejudicados em esquemas como esse.
10. Mais empregos no setor: Essa discussão pode ser um aquecimento para se repensar, inclusive, os extintos cassinos da década de 40 que, na época, geravam cerca de 40.000 empregos entre garçons, garçonetes, músicos, artistas, crupiês, seguranças, serviços de limpeza e portaria, entre outros. Além de aquecer a economia, gerando mais postos de emprego, os Cassinos significam mais turismo. Pesquisas apontam que cidades que possuem Cassino mantém o turista, em média, 1 dia a mais. Muitos estrangeiros dedicam um dia de sua viagem para se divertir e tentar a sorte com a jogatina.
Faça a sua parte! Assine a favor da regulamentação das apostas online
A lista fechou em 10 itens, mas nada impede de irmos adicionando outros argumentos interessantes para a nossa discussão futuramente. Se você concorda com esses argumentos e acha que o caminho certo a ser seguido pelos nossos legisladores é a legalização, faça parte do nosso abaixo assinado e vamos exigir essas mudanças para o nosso país!
http://www.apostaslegais.com