EXTINÇÃO DO EXTINTOR NOS VEÍCULOS
Para: EXMO SENHORES PRESIDENTES: DO CONTRAN, DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL
O uso do Extintor nos veículos sempre foi controvertido. Obrigatório desde 1968, o motorista dificilmente se lembra de onde fica e tem dificuldade para operá-lo corretamente.
Pior: raramente tem eficiência ao combater incêndio em automóveis.
A exigência foi motivada por um poderoso lobby de fabricantes que pressionou o Contran para estabelecer a obrigatoriedade.
Outros países o aboliram quando o carburador foi substituído pela injeção eletrônica.
E o inacreditável: em vez de abolir o equipamento, ouve-se a exigência agora é por outro, mais caro e sofisticado.
Há dez anos, não satisfeitos em encher as burras com o bilionário faturamento de milhões de extintores, os fabricantes carregaram para Brasília mais alguns “argumentos poderosos” e conseguiram emplacar no Contran uma outra resolução, desta vez exigindo um novo modelo.
E a lei mudou em 2005, começando pelos veículos zero quilômetro. Mas, até o fim deste ano, todos os automóveis terão de substituí-los pelos do tipo ABC. Sentiu a mão entrando duas vezes no seu bolso?
Depois de utilizado o dos cinco anos de validade, o ABC não é reciclável nem recarregável e tem que ser descartado e substituído por outro novo. Pode?
Na verdade, a interpretação geral é que se trata de verdadeiro “golpe” do extintor.
Confira no seu carro: se for do tipo BC, não importa a validade de cinco anos, pois terá de ser jogado no lixo e substituído por um ABC, obrigatório a partir de janeiro de 2015.
E cuidado para não empurrarem a você um BC bem barato, pois as lojas querem se livrar do estoque.
Exija um ABC. Caso contrário, estará sujeito a multa de R$ 127,69 e cinco pontos no prontuário.
Extintor é uma aberração e não deve existir qualquer obrigatoriedade para uso no automóvel.
Na verdade, só mesmo alguns países, onde impera a incoerentes e a corrupção, ainda exigem o extintor, mesmo com a injeção eletrônica.
Depois que ela eliminou o carburador e distribuidor, uma dupla que até parece ter sido projetada para botar fogo no carro, são raros, senão inexistentes, os incêndios em automóveis modernos.
Fácil ganhar dinheiro com extintores no Brasil, não?
É só multiplicar por R$50,00 (custo dele no mercado) as dezenas de milhões de veículos que ainda têm os antigos, mais os carros na linha de montagem e mais as substituições dos ABC vencidos para se ter uma ideia de quantas centenas de milhões de reais são faturados à custa - como sempre - do indefeso cidadão brasileiro.
Um incalculável faturamento originário de um equipamento que, de pouco eficiente na época do carburador, tornou-se praticamente inútil com a adoção da injeção eletrônica dos automóveis modernos.
Por essas razões, requeremos ao CONTRAN a anulação de eventual Resolução neste sentido, ou, caso contrário, à Câmara dos Deputados e/ou Senado Federal, a criação de lei extinguindo a exigência no uso de extintor nos veículos nacionais.