Salvem o prédio e o acervo do Museu do Gás
Para: Ao INEPAC, IPHAN, IRPH e CEG
Estão acabando com o nosso patrimônio, por ação ou omissão. Pedimos o apoio da população carioca, em especial, e aos brasileiros para evitar mais este absurdo!
Esta semana, foram encontrados documentos, mapas, desenhos raros e parte do acervo do Museu do Gás na Praça XV, vendidos em barracas e que foram adquiridos de CATADORES DE LIXO!!!!!!!!
Em 1854, o Barão de Mauá, um dos maiores empresários que o Brasil já teve, criou no Rio de Janeiro, a primeira fábrica de gás canalizado do Brasil. Antes dele, a iluminação pública e particular era feita com óleo de baleia, em lamparinas que mal projetavam raios de luz.
O prédio onde funcionava a fábrica, situado na av Pres Vargas, 2610, ainda existe, mas, embora tombado pelo INEPAC, está abandonado pela sua proprietária a Companhia de Gás do Rio de Janeiro-CEG. Construído em estilo neoclássico e um dos raros exemplos de arquitetura industrial brasileira, guarda em suas paredes muito da historia do desenvolvimento no Rio de Janeiro.
Na década de 1980, o então Governador Leonel Brizola, através de seu secretário de Minas e Energia,José Maurício Linhares Barreto, criou o Museu do Gás, a fim de preservar o prédio, seu enorme acervo fotográfico do Rio Antigo, documentos históricos importantes, desenhos de antigos lampiões a gás e peças raras, que formaram uma parte fundamental da história industrial do Rio de Janeiro.
Em 1998, sem nenhum motivo relevante, a CEG simplesmente fechou as portas do Museu do Gás, abandonou o prédio, que havia sido restaurado, e JOGOU NO LIXO O ACERVO DOCUMENTAL E FOTOGRÁFICO.