Saúde itapagipe
Para: SMS Salvador , SESAB
Conhecendo e vivenciando a situação do Distrito Sanitário de Itapagipe, que localiza-se na região oeste de Salvador, sendo o primeiro com base na proposta do Sistema Único de Saúde (SUS). Com uma população estimada em mais de 145 mil habitantes, compõe-se de 13 bairros, em sua maior parte de baixa renda e com pobres condições sanitárias e de habitação. Em 1986, existiam sete estabelecimentos públicos ou filantrópicos de Atenção Primária à Saúde (APS) na área: um centro médico-dentário municipal, dois postos e dois centros de saúde estaduais, um pequeno centro de saúde da Legião Brasileira de Assistência (LBA) e o ambulatório do Hospital Santo Antônio, um hospital de ensino de médio porte. Em 1989, um dos postos de saúde foi desativado e na época da coleta funcionava como abrigo para as vítimas da chuva que perderam suas casas. Atualmente a precariedade no atendimento, sem deixar de mencionar as longas filas e as condições físicas, higienização também precária dos postos de saúde e, baseado em um estudo de territorialização, vimos através deste abaixo assinado, solicitar aos gestores desta capital soteropolitana a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), neste penísula Itapagipana visando amenizar os problemas de saúde pública que tanto influenciam na qualidade de vida desta população. Assim temos o prédio da antiga fabrica de roupas Toster, hoje ocupada sob codições precárias pelo Movimento dos Sem Teto de Salvador, como um local estratégico para possível implantação da UPA de Itapagipe; portanto ficam aqui registradas as assinaturas de uma população que tanto anseia pelo seu direito a uma saúde pública de qualidade, assegurada pela constituição de 1988.
Atualmente tenho visitado o Hospital Santo Antonio e o Hospital São Jorge (UPA)? E observando situações que evidenciam ainda mais a carência de saúde desta população que tanto sofre. Situações com a do Sr. FJS que chegou ao HSA as 06:00 horas para marcar um gastroenterologista e, para sua indignação as 11:00 horas foi anunciado no serviço de som: “Encerradas as marcações para gastro...” , cinco horas na fila frustradas. É por essa e por situações ainda piores que luto por uma saúde pública de qualidade que faça jus ao que mencionei aos Servidores da SESAB numa palestra “Saúde para todos, médicos para todos”.
Atenciosamente
Enfermeiro José Raimundo Miranda Sapucaia
Presidente da APS-Ba Associação dos Profissionais de Saúde da Bahia .
Contatos: (71) 9114-6913 9601-2144 9192-6908