Pela autonomia das escolas públicas e privadas
Para: Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio Grande do Sul-CEED
Disciplina é autoconhecimento,ela é a grande propulsora de energia para o autocontrole. A pessoa ignorante de autoconhecimento é facilmente manipulável do ponto de vista das suas emoções. Assim sendo, a disciplina merece destaque nas relaçoes sociais que o homem estabelece com seus semelhantes. É preciso que conheçamos os limites das nossas ações e suas consequências na vida social, tendo em vista o bem comum. Uma norma que restringe a função de autoridade dentro das Instituições de Ensino não reconhece a disciplina como parte fundamental do bem viver social e fere os direitos de defesa dos cidadãos perante situações de conflito.
Nós precisamos recuperar a autoridade fisiológica, o que não significa ser autoritário, cheio de desmandos, injustiças e inadequações. Autoridade é algo natural e que deve existir sem descargas de adrenalina, seja para se impor, seja para se submeter, pois é reconhecida espontaneamente por ambas as partes. Desse modo, o relacionamento desenvolve-se sem atropelos. O autoritarismo, ao contrário, é uma imposição que não respeita as características alheias, provocando submissão e mal-estar tanto na adrenalina daquele que impõe quanto na depressão daquele que se submete.
É essencial à educação saber estabelecer limites e valorizar a disciplina. E para isso é necessária a presença de uma autoridade saudável. O segredo que difere autoritarismo do comportamento de autoridade adotado para que a outra pessoa (no caso, filhos ou alunos) torne-se mais educada ou disciplinada está no respeito à auto-estima.
Portanto, tal norma, que delibera o fim do ato disciplinador dentro das escolas,é arbitrário e extremista,sem fundamentos para ser colocado em prática. À educação, cabe sim, o papel de na medida certa,apontar os limites para que os jovens se desenvolvam de forma saudável e consigam situar-se no mundo.
Convido a todos que compactuam com essas ideias a assinarem essa petição!