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Contra a manipulação da Rede Globo nas eleições de 2014

Para: TSE - Tribunal Superior Eleitoral

Um cálculo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) comprova que o principal noticiário da TV brasileira, o Jornal Nacional, é definitivamente usado pela Globo como um instrumento de oposição ao governo. Pesquisa chamada de ‘manchetômetro’ pelos membros do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública da Universidade conclui que o JN veiculou disparadamente mais notícias negativas contra a presidente Dilma Rousseff (PT) do que contra seus adversários.

De acordo com os gráficos do manchetômetro, o Jornal Nacional dedicou 1 hora e 22 minutos em 2014 para notícias consideradas desfavoráveis para a petista, contra apenas três minutos para reportagens consideradas favoráveis. Em contrapartida, o candidato do PSDB, Aécio Neves, teve 7,42 minutos de noticiário positivo esse ano, e 5,35 minutos de notícias negativas. Eduardo Campos, presidenciável pelo PSB, foi alvo de pouco mais de 30 minutos de reportagens consideradas neutras, de acordo com os pesquisadores.

Manchetômetro – mídia impressa

Outra mostra do manchetômetro foi divulgada no dia 1º de agosto e pesquisa as manchetes dos principais jornais impressos do País: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Nesse levantamento, os pesquisadores da Uerj também mostram que o noticiário negativo contra Dilma ultrapassa de longe a quantidade de reportagens negativas contra Aécio e Campos (veja no gráfico abaixo).

(http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/jornal-nacional-surra-dilma-por-82-3.html)

Nas páginas do grupo no Facebook e no Twitter, os pesquisadores afirmam não ter “qualquer filiação partidária ou com grupo econômico”. Idealizador da pesquisa, o cientista político João Feres Júnior diz, em entrevista ao portal Imprensa, que o manchetômetro é uma ferramenta da cidadania, “pois torna o leitor um eleitor mais consciente acerca do que lhe é oferecido como informação”.

O estudo utiliza como método a análise de valência, ou seja, a verificação se a reportagem publicada representa uma imagem positiva ou negativa sobre o candidato pesquisado. Não se trata de confirmar a veracidade da informação, mas apenas de registrar a quantidade de matérias positivas ou negativas para a imagem dos respectivos políticos. O site do manchetômetro, que esteve fora do ar temporariamente nesta segunda-feira, traz mais detalhes do levantamento.

“Se você olhar nossos dados, vai ver que a mídia tende a privilegiar as manchetes negativas. Existe essa preponderância para todos os candidatos. A proporção é que é diferente. A Dilma tem muito mais notícias negativas em relação às positivas que os outros. Eles são beneficiados, traduzindo em termos mais chulos, por que a mídia bate muito mais na Dilma”, disse ele em outra entrevista, concedida ao portal Terra.

Debate decisivo da eleição de 1989, que na prática elegeu Fernando Collor, foi totalmente arrumado pela emissora. “Colocamos as pastas todas ali com supostas denúncias contra Lula, mas estavam vazias”, revela o ex-chefão global

APÓS 22 ANOS, BONI ADMITE QUE GLOBO ARMOU CONTRA LULA PARA ELEGER COLLOR

Debate decisivo da eleição de 1989, que na prática elegeu Fernando Collor, foi totalmente arrumado pela emissora. “Colocamos as pastas todas ali com supostas denúncias contra Lula, mas estavam vazias”, revela o ex-chefão global

Todos já sabiam sobre a manipulação de imagens por parte do jornalismo da Rede Globo, no Jornal Nacional, um dia depois do debate do dia 14 de dezembro de 1989 entre os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Agora, no entanto, 22 anos após o ocorrido, o homem que formatou o “Padrão Globo de Qualidade” simula uma “revelação bombástica” para lançar sua nova obra, “O Livro do Boni”: a Globo manipulou o debate.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, transmitida pela Globo News, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, dá detalhes da noite do debate, cuja repercussão foi considerada fundamental para a vitória no segundo turno de Collor de Mello, uma vez que antes do acontecimento os dois políticos estavam em situação de empate técnico.

Boni admitiu que a emissora assumiu o lado de Fernando Collor de Mello. Segundo ele, após ser procurado pela assessoria do ex-presidente, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma ‘glicerinazinha’ e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco”, disse Boni. “Todo aquele debate foi [produzido] – não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos”.

Ao contar algo que todos já sabiam, fazendo questão de acrescentar detalhes picantes, para ter mais repercussão – trechos de sua entrevista já foram replicados por diversos veículos e portais de comunicação – o ex-chefão da Globo conseguiu protagonizar um dos maiores eventos literários do ano.

Fonte: www.pragmatismopolitico.com.br
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Esta petição foi criada em 07 outubro 2014
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