Voto Negativo - proposta para debate
Para: O povo brasileiro em geral e seus políticos
O primeiro artigo da Constituição Brasileira estabelece que ‘todo poder emana do povo e em seu nome será exercido’. É uma afirmação positiva. Mas é também uma meia verdade. De que poder nos fala a Constituição?... O poder de votar, claro. O voto, conquista do povo, graças à revolução francesa de 1789, resume em si o acerto do primeiro artigo da Constituição. Mas o poder do povo pára aí. O cidadão contribuinte exerce o ‘sagrado’ direito ao voto apenas para eleger alguém.
É exatamente aí, no ato de votar, que acaba o poder de decisão do (a) contribuinte eleitor (a). Desse momento em diante tudo pode acontecer – inclusive, nada. Se, após eleger alguém para este ou aquele cargo o cidadão contribuinte perceber que errou – e normalmente erra -, todo o poder de decisão, que tinha antes do voto, acaba. O candidato, já eleito, passa à condição de ‘ser superior’, aquele a quem ninguém nem nada alcançam. Pronto. - O ser agora eleito tem o PODER, maior poder que o que antes emanava do... POVO.
O VOTO NEGATIVO aqui proposto é o instrumento do POVO para se defender daqueles políticos profissionais que usam o poder para se livrar de processos na justiça, para arrumar empregos com salários exorbitantes para seus parentes e amigos e mesmo para fazer negócios com o próprio governo – em geral, o maior cliente dos políticos descompromissados com a sociedade, sem caráter e indigno de ser representante do POVO.
O VOTO NEGATIVO é a ferramenta que o POVO terá para CAÇAR o eleito. Uma vez comprovado que este ou esta mentiu, roubou, traiu, se acovardou, se vendeu, se corrompeu ou nada fez para honrar os compromissos assumidos com a sociedade de onde ‘todo o poder emana’.
O texto e a proposta é do meu amigo Leão Hamaral.