Restauração da Praça Japonesa
Para: Prefeitura/Prefeito de Cotia
A Praça Japonesa, ícone da imigração nipônica na cidade, que está fechada para visitação desde o vandalismo ocorrido em fevereiro, quando foi colocado fogo na Casa de Chá.
Após ter sido destruída pelo incêndio, a Praça Japonesa, localizada no km 32 da Rodovia Raposo Tavares em Cotia, segue abandonada e sem intervenções da administração municipal.
O abandono da praça levou o local a ser ocupado por usuários de drogas, prostitutas e moradores de rua.
Entregue à população no dia 10 de julho de 1994, comemorou seu vigésimo aniversário em estado de degradação.
A praça está sob concessão de uma associação cultural japonesa, que está sendo revista pela Consultoria Jurídica.
Foi liberado pelo Estado um recurso para obras de recuperação e acessibilidade.
A praça japonesa é um patrimônio histórico e cultural da cidade de Cotia. Sua construção, iniciada em meados da década de 80, foi financiada pela cidade irmã japonesa INO.
A arquitetura e o planejamento da praça remetem a cultura e estética nipônica, sendo a própria praça um símbolo de intercambio das culturas.
Muitas gerações de Cotia tiveram a praça japonesa como referência de qualidade de vida e lazer, um lugar para passear com a família, os amigos, para ler um livro, contemplar a natureza, ensaiar peças de teatro, etc.
A partir da atual gestão política houve uma movimentação para destruí-la , seja por ausência de investimentos, seja por mantê-la fechada desde 2012. A praça ficou às moscas, sem funcionários para realizar a manutenção, a limpeza, a fiscalização e a segurança do local.
Em 2013 foi proposto a revitalização da praça, mas, até então, nada aconteceu. Pelo contrário, a praça japonesa está cada vez mais depredada.
Acreditamos que a praça deva continuar onde está! Ela deve passar por uma revitalização; os órgãos responsáveis pelo trânsito da cidade devem cuidar da sinalização do local e pensarem na acessibilidade para deficientes físicos. Muitas praças em São Paulo são cercadas por vias urbanas, um exemplo é a praça Roosevelt (SP, capital), que sobreviveu graças a luta dos cidadãos e artistas da região.
Pensamos que o futuro da praça japonesa deva passar por nós, moradores da cidade e frequentadores daquele espaço. O perigo dela desaparecer e dar espaço para mais um prédio, para o alargamento da rodovia ou qualquer coisa que o valha é iminente.
Pedimos que assinem e compartilhem esse documento para a manutenção e revitalização da praça japonesa. Exigimos o esclarecimento das autoridades públicas a respeito dos projetos, datas e situação jurídica da praça japonesa. Não deixemos morrer mais um patrimônio da nossa cidade.