Carta de Repudio
O dia 29 de abril de 2015 será lembrado por trágicos motivos. Assim como agiu há mais de 25 anos, o governo do Estado do Paraná novamente usou seu braço armado contra as trabalhadoras e os trabalhadores da educação. Por isso, professores, estudantes e TAE’S (Técnicos Administrativos) que abaixo assinamos manifestamos nosso repúdio aos atos violentos e repressivos cometidos contra a educação e o serviço público estaduais. Sobretudo, viemos manifestar nossa solidariedade a todos aqueles que colocam sua integridade física em risco em defesa da educação pública. No dia 29 de abril, nossos colegas foram massacrados e humilhados pela polícia do Estado do Paraná, governado pelo Senhor Carlos Alberto Richa (PSDB).
Mais uma vez, as professoras e os professores foram às ruas para lutar. Entre as muitas definições que o dicionário outorga ao sentido de “lutar”, os professores foram “vencer um obstáculo, por atingir um fim: lutar contra a tempestade, lutar por uma posição”. No entanto, eles encontraram outro sentido: “Combater corpo a corpo”. A polícia usou armas de efeito moral, mas que tiveram claros efeitos físicos, deixando muitos feridos não só na alma. Muito covarde é o governador do estado e a Assembleia Legislativa, escolhidos pelo povo, que se escondem atrás da força policial e preferem a violência ao diálogo, tentando justificar a agressão policial como meio de defesa.
Docentes, estudantes e técnicos do estado do Paraná demostraram que concebem sua prática como uma prática de luta que é capaz de transformar a realidade. Neste momento, nosso apoio aos manifestantes é essencial para a construção da educação democrática e libertadora que desejamos.
Exigimos que os responsáveis não fiquem impunes e que seja garantido o direito constitucional da manifestação pública, especialmente diante dos atropelos aos processos democráticos que vêm sendo a tônica da gestão do governo do Paraná. Exigimos respeito.