BASTA!!!!! NÃO AO CONCEITO DE IDEOLOGIA DE GÊNERO!
Para: VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
IDEOLOGIA DE GÊNERO
“A ideologia da ausência de sexo”
A ideologia do gênero parte da premissa “crença” que os dois sexos masculino e feminino são fruto de construções culturais e sociais. E defende a tese que existem “outros gêneros”, chegando ao clímax de admitir que possam escolher outro gênero e até mesmo mais de um gênero simultaneamente. Não nascemos com um sexo, mas podemos escolher um “papel” social escolhido pelo indivíduo. Não há, segundo tais ideólogos, um homem natural nem uma mulher natural. Masculinidade e feminilidade são meras construções sociais, que podem (ou devem) ser desconstruídas.
Essa ideologia recomenda à escola a não classificar os alunos em meninos ou meninas, mas crianças. As roupas e suas cores, brinquedos e banheiro, devem ser compartilhados igualmente por ambos os sexos, sem as conhecidas diferenciações marcadas pela cultura tradicional, propiciando assim um ambiente de igualdade e neutralidade necessário ao processo de definição do Gênero por parte das crianças.
Gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo. Esta dualidade é um aspecto essencial do que é o ser humano, como definido por Deus.
Trata-se de uma ideologia que não consegue se equilibrar no critério cartesiano de verdade. Que para vestir-se no manto científico, orienta-se nos terrenos movediços do desconstrutivismo e do relativismo filosófico.
Estamos diante de uma ideologia que se rebela contra Deus! Contra, a natureza, a experiência, a razão e a ciência.
Não obstante esta realidade, a ideologia do gênero tem capturado as mentes através de uma cortina de fumaça discursiva, instalada intencionalmente e muito bem articulada, para dificultar a chegada das diferentes informações às pessoas e formar um consenso sobre o tema.
A ideologia de gênero, tem suas origens nas ideias dos pais do comunismo, Karl Marx e Friedrich Engels. Eles elaboraram uma teoria que os sistemas de opressão foram desenvolvidos, através da submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar.
No livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, esses autores afirmam que a família não é consequência da biologia humana, mas do resultado de uma opressão social produzida pela acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. A “luta de sexos”, na qual a mulher seria a classe oprimida e o homem a classe opressora. A libertação viria no momento em que as mulheres se soltassem sexualmente. Assim, todos os mecanismos da desigualdade humana nascem da supremacia do homem e da subjugação da mulher. Na submissão da mulher ao homem, Engels (bem como Marx) viu o protótipo histórico e conceptual de todos os sistemas políticos subsequentes, de todas as odiosas relações económicas e da própria opressão.
A primeira oposição de classe que se manifesta na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia, e a primeira opressão de classe com a opressão do sexo feminino pelo masculino.
Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto.
Por volta do ano de 1980 a palavra “gênero” aparece em estudos de grupos feministas, gayzistas e marxistas sobre família e sexualidade, baseados nas teses de Karl Marx e Friedrich Engels.
Mas foi a partir de 1990, impulsionadas pela publicação do livro “O problema do gênero”, de Judith Butler, professora da Universidade de Berkeley (EUA), que essa palavra e essa ideologia gradativamente evoluíram para a atual configuração.
Foi na IV Conferência Mundial sobre a Mulher: Igualdade, Desenvolvimento e Paz, de Pequim, em 1995, onde constava do programa falar a cerca “discriminação sexual das mulheres”, mas os grupos feministas conduziram astutamente a discussão para a “discriminação de gênero”. Com essa estratégia, introduziram este tema na agenda da Organização das Nações Unida. Sendo que houve certa confusão a cerca desta manobra.
Mas foi na Conferência de Yogyakarta, na Indonésia, em 2006, quando se produziu um consenso acerca dos termos “Identidade de Gênero” e “Orientação Sexual”. Nesta Conferência, além de resolverem o problema semântico, os grupos feministas e agora também os gayzistas, conseguiram incluir a Ideologia de Gênero no programa de direitos humanos da ONU para os países membros.
Desde então, os esforços da ONU acentuaram-se para que os países membros adotem, por um lado, a clara política de “desconstrução da heteronormatividade”, ou seja, para deixar de ser normal o masculino e o feminino e também a família formada por homem, mulher e seus filhos. Por outro lado, recomenda a “construção da homonormatividade”, ou seja, para se considerar como normais a existência do gênero neutro, à diversidade sexual e à diversidade familiar.
O Brasil foi um dos primeiros países a seguir essa orientação da ONU quando, em 2009, o presidente Lula assinou o Decreto 7037/2009 que aprovou o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Em seu eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d, o Decreto estabelece a meta de: “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.”
A Lei 13.005, de 25 de junho de 2014, estipula que o Distrito Federal e todos os Estados e Municípios do Brasil façam seu “Plano Estadual de Educação” e seu “Plano Municipal de Educação”, incluindo aí, novamente, a “Ideologia de gênero”.
De uma forma absurda e selvagem se fecham os espaços para discordar dessa ideologia. Isto porque, como estratégia de proteção contra as contestações, estabeleceu-se a interdição discursiva, ou seja, esse tema foi colocado no campo dos assuntos tabu, religioso e do politicamente incorreto. O lema é não discutir, mas aceitar incondicionalmente o que se diz e se discordamos somos tachados de fundamentalista e homofóbicos.
Devem ser calados através de ataques todos os que o que se opõem a esta ideologia. Mesmo que sejam manifestações pacíficas de opinião e respeitosas. Não escapa nem tese acadêmica. Tudo isto é feito com a intenção promover uma agenda positiva sem a necessidade de enfrentar o debate de ideias.
Com isto, até as universidades deixam de contemplar a pluralidade de ideias para satisfazer-se num projeto que estabelece nela e na sociedade uma hegemonia discursiva.
O que está em discussão neste momento é a possibilidade de se aprimorar e tornar compulsório o ensino da Ideologia de Gênero para crianças e adolescentes em creches, cmeis de escolas públicas e privadas.
Por isso, precisamos comparecer junto aos vereadores solicitando que eles não coloquem o termo “gênero” e “orientação sexual” em nenhum artigo ou parágrafo da lei, e nem nas metas do Plano de Educação Estadual ou Municipal.