Petição pelo Direito das Mulheres
Para: Colégio Nossa Senhora de Lourdes
Inaceitável. Em pleno século XXI, ainda podemos observar o alarmante contraste entre os direitos dos homens e mulheres, acarretando diversas injustiças nos ramos social, econômico e político.
Mulheres na cozinha, homens no serviço. Há décadas atrás essa afirmação poderia ser no mínimo "aceitável", mas não estamos no século XIX. A realidade doméstica vem mudando, porém ainda há um tabu em relação ao trabalho feminino e também às atividades domiciliares masculinas.
Ainda que inseridas no mercado de trabalho é comum ver a distinção com a mulher. Na contratação, nas oportunidades e permanência de empregos e até mesmo nos salários, vimos que o sexo feminino ainda é atingido por ideias conservadoras da sociedade.
De acordo com o IBGE, dos 50 milhões de domicílios no Brasil, 37,3% são sustentados por mulheres que, mesmo ocupando os mesmos cargos que os homens, recebem salários de 25 a 30% menores (de acordo com o site redebrasilatual.com.br). É absurdo considerar tamanha injustiça presente ainda hoje, e pior ainda que poucos se movem pela causa.
No cenário político do Brasil, a divergência não muda. Mesmo após anos de luta para conquistar o direito ao voto, a representação feminina no congresso não chega a 10% (de acordo com o IBGE) e essa realidade se repete em diversos casos de poder.
Violentadas, subjugadas e desprezadas por serem mulheres?
A violência contra o sexo feminino é epidêmico. Três em cada cinco jovens já sofreram violência em relacionamentos, enquanto 56% dos homens admitem que já cometeram alguma forma de agressão (de acordo com o Data Popular/Instituto Avon 2013).
O uso da força contra a mulher pode ocorrer de forma direta -como estupro e violência propriamente dita-, e na forma indireta -agressão psicológica, através de relacionamentos abusivos e xingamentos-. Muitos desses crimes não são reportados graças ao medo que as vítimas tem perante seu agressor, ou até mesmo ao trauma gerado pelo ocorrido.
As mulheres já alcançaram muitos direitos, mas não todos. Enquanto não houver plena igualdade, não haverá contentamento. Essa não é apenas uma luta feminina, mas mundial e humanitária.
É preciso que as mulheres não abaixem suas cabeças e, assim como Aurélia, personagem de José de Alencar, lutem para ser as Senhoras de suas próprias vidas.
Em seu discurso à ONU, Emma Watson nos convidou a pensar: "Se não eu, quem? Se não agora, quando?". "Estamos lutando por uma palavra de união"