JUSTIÇA EM MARIANA
Para: Mineradora Samarco (BHP Billiton Brasil e Vale S/A) - Sr. Ricardo Vescovi - Presidente Executivo
Por acreditar que houve negligência por parte dos responsáveis pela Mineradora Samarco, empresa controlada por gigantes como Vale S/A (50%) e BHP Billiton (50%) que diante de tanta indignação crio esse Abaixo Assinado.
A Feam (Fundação Estadual de Meio Ambiente) declarou que chegou a recomendar a necessidade de se fazer reparos na estrutura da barragem de Fundão.
O distrito de Bento Rodrigues foi destruído e centenas de pessoas ficaram desabrigadas. A lama alcançou outros distritos de Mariana, como Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além da cidade de Barra Longa
Os rejeitos foram levados pelo Rio Doce, afetando ainda dezenas de cidades na Região Leste de Minas Gerais até o Espírito Santo, com a falta de água potável.
No local onde opera a Samarco, ainda existe a barragem de Germano e o Corpo de Bombeiros divulgou a existência de uma trinca nessa barragem.
Até hoje ainda não houve nenhuma análise específica dos rejeitos despejados pelas barragens rompidas.
Em Governador Valadares a água coletada para análise apresentou alto índice de ferro, além de grande quantidade de mercúrio, que é muito tóxico. Já a Samarco diz que não havia elementos tóxicos no material.
Segundo o Ibama, estima-se o lançamento de 50 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração.
A lama atingiu uma extensão de 80 km do leito d’água na região. Uma das consequências é o assoreamento, ou seja, o acúmulo de sedimentos na calha do rio, causando impactos socioeconômicos e ambientais.
Conforme o Ibama, houve alterações nos padrões de qualidade da água (turbidez, sólidos em suspensão e teor de ferro). Um dos impactos é a mortandade de animais, terrestres e aquáticos, por asfixia. Já no Rio Doce, onde chega mais diluída, a morte de peixes ocorre pelo sistema respiratório, complementa o instituto.