Petição para acabar com o "bicho geográfico" - larva migrans cutânea - do Clube de Campo de Rio Claro
Para: Ilmo. Diretor do Clube de Campo de Rio Claro
Diante deste problema de Saúde Pública, nós, associados do Clube de Campo de Rio Claro (CCRC) e visitantes, em vista dos corriqueiros e repetitivos casos de pessoas, notadamente crianças, contaminadas com “bichos geográficos” - larva migrans cutânea (LMC), solicitamos a total solução deste problema, com a adoção de todas as medidas cabíveis e necessárias para tanto. A título exemplificativo, listamos:
• Eliminação dos vetores de transmissão das áreas do clube, especialmente CÃES e GATOS;
• Vermifugação e vacinação dos vetores acima citados encontrados dentro das dependências do clube;
• Desinfecção eficaz das áreas de areia;
• Construção barreiras físicas (cercas) no entorno de todas as áreas de areia no clube;
* Substituição da areia por grama, isoladamente, não resolve o problema!
? Informações complementares acerca do parasita:
”BICHO GEOGRÁFICO
Drauzio – Normalmente, as pessoas já ouviram falar do bicho geográfico que aparece nas praias contaminadas por fezes de cães.
Vitor Manoel S. dos Reis – É verdade. Quase todo o mundo conhece o bicho geográfico, ou a larva migrans cutânea (LMC), que faz um caminho tortuoso sob a pele, provoca uma reação inflamatória muito vermelha, às vezes, com formação bolhosa, e produz uma coceira terrível. O bicho geográfico é um parasita, o ancilostoma, presente nas fezes dos cachorros, que penetra na pele e caminha sob a epiderme. O tratamento é feito com drogas anti-helmínticas, ou seja, com vermífugos usados na infestação das fezes do ser humano.
Para combater o bicho geográfico, o trabalho de profilaxia é fundamental. Geralmente, as pessoas contraem a infecção na areia das praias contaminadas pelas fezes de cachorros infestados com o parasita e que deveriam ser tratados com vermífugos para evitar a disseminação.
Drauzio – O risco de pegar esse tipo de parasita não está só na areia das praias.
Vitor Manoel S. dos Reis – Ele existe também nos pequenos tanques de areia onde as crianças brincam e que podem estar contaminados por fezes de animais infectados.”
Fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/p/infeccoes-parasitarias/
”Bicho geográfico
Dra. Aleksana Viana Médica
O bicho geográfico, cientificamente conhecido como Larva migrans cutânea, é uma doença de pele causada pela entrada da Larva Migrans através de feridas e cortes na pele, causando sintomas como coceira e vermelhidão na pele.
Geralmente, a Larva migrans está presente nas fezes de animais domésticos, como cachorro ou gato, e, por isso, é possível pegar bicho geográfico quando se caminha descalço no quintal de casa, na areia da praia ou em gramados, por exemplo.
Na maioria dos casos não é necessário fazer qualquer tipo de tratamento, sendo que a larva é eliminada do organismo cerca de 4 a 8 semanas após a infecção. No entanto, podem ser usados alguns medicamentos para acelerar a cura.
O bicho geográfico é ingerido pelos animais na sua forma adulta através de alimentos contaminados por fezes. Depois as larvas reproduzem-se no intestino do animal e liberam ovos que são eliminados nas fezes do animal e que contaminam o solo onde são depositados. Os ovos eclodem no solo e são adquiridos pelo homem quando a pele ferida entra em contato direto com as larvas, permitindo a infecção por bicho geográfico.
Sintomas de bicho geográfico
Os principais sintomas do bicho geográfico incluem:
Coceira na pele, que pode piorar durante a noite;
Sensação de movimento por baixo da pele;
Lesão na pele semelhante a um mapa;
Vermelhidão e inchaço na pele.
Os sintomas de bicho geográfico podem surgir apenas algumas semanas ou meses após o contato com a larva, pois a larva pode ficar adormecida debaixo da pele. No entanto, na sua forma ativa, é comum observar que a lesão vai avançando cerca de 1 cm por dia”.
Fonte: http://www.tuasaude.com/bicho-geografico/