Reavaliação dos recursos interpostos contra correção da Banca FGV Exame OAB XIX
Para: Ilustríssimo Senhor Doutor Presidente da OAB Claudio Pacheco Prates Lamachia, Doutos Membros da Comissão Nacional do Exame da Ordem
Nós, abaixo-assinados, examinandos da disciplina de Direito do Trabalho, do Exame de Ordem XIX que ocorreu no dia 29 de maio de 2016, às 13:00 h (horário de Brasília), vimos requerer uma correção justa que mesmo após análise dos recursos não tivemos os graus atribuídos, onde as respostas são iguais ao espelho fornecido pela banca, pelos fatos a seguir expostos:
Na última prova da 2ª etapa do Exame XIX da Ordem temos vários candidatos que estão passando pela desconfortável situação após a correção dos recursos interpostos em face da primeira correção conduzida pela respeitável Banca FGV, apesar de estarem reprovados e terem acertado diversos quesitos que lamentavelmente não foram pontuados nem na primeira correção, nem após os recursos passariam com a correção justa. Temos provas pré-constituídas e temos como provar os erros visíveis e incontestáveis onde os candidatos forneceram respostas iguais ao espelho fornecido pela banca e não foram pontuados, a falha é gritante e evidencia uma correção mal feita. Antes de tentarmos a via judicial com MS aguardaremos este fato se tornar público e chegar ao conhecimento do Presidente da Ordem, homem de conduta ilibada que nos representa, bem como todos os membros da Comissão Nacional do Exame da OAB acredito que alguma medida será adotada, pois ainda haverá o Exame XX, Exame XXI, XXII e seguintes, e esses erros cometidos pela FGV não podem continuar e colocar em cheque toda a lisura do exame nacional.
A correção das peças profissionais foi péssima, e a análise dos recursos também. Talvez tenha sido uma das piores correções de todos os tempos e o pior percentual de aprovação da história do exame da ordem, está na hora da OAB tomar a frente deste processo e investigar a fundo o que está acontecendo.
Cabe agora ao Conselho Federal honrar o respeito ao direito do cidadão e que faça valer tudo o que está escrito na Constituição do nosso país. É uma questão de bom senso, pois a correção das provas, deve ser criteriosa tendo em vista que, trata-se de um exame nacional e que pagamos um valor muito alto para a inscrição na atual conjuntura econômica do país para conter tantos erros na correção.
A OAB tem que fiscalizar o processo e averiguar os erros citados neste exame XIX e tentar corrigir tal anomalia.
Por fim, é uma questão de respeito aos futuros profissionais que lutam por uma causa justa e de direito, que lutam contra a mesmice de tantas irregularidades e que em breve, lutarão por um Brasil e por cidadãos que não mais se deixam conformar no silêncio de suas opressões.