Apoio aos camponeses das fazendas Lageiro (Messias-AL) e Canoé (Rio Largo-AL) e contra a "reintegração de posse" para usina Utinga Leão
Para: Todos os trabalhadores do campo e da cidade, democratas, progressistas, revolucionários e demais apoiadores da luta pela terra
No dia 12 de junho, 2016, a Vara Agrária de Alagoas, emitiu uma "decisão interlocutória" expulsando centenas de famílias camponesas, das fazendas Lajeiro (Messias-AL) e Canoé (Rio Largo-AL), de suas terras em favor da usina Utinga Leão.
A Vara Agrária de Alagoas concedeu 7 anos de prazo para que a usina Utinga Leão comprovasse documental ou produtivamente sua suposta propriedade sobre estas terras e estas comprovações nunca foram apresentadas, simplesmente porque não existem.
Ao contrário da Usina, os camponeses conseguiram comprovar, que as terras da fazenda Lageiro e da fazenda Canoé são devolutas, ou seja, são públicas e portanto, pertencem a quem nelas vive e trabalha. A usina Utinga Leão jamais teve propriedade sobre a fazenda Lageiro e a fazenda Canoé foi expropriada para liquidar suas dívidas ao Estado.
Assim, concluímos que Esta decisão é injusta e totalmente arbitrária. Por esta razão, somos contrários a esta e exigimos sua imediata suspensão como forma de evitar um confronto desnecessário, também para legitimar a posse destas terras para os camponeses pobres, do Lageiro e do Canoé.