FORTALECIMENTO DO SETOR PESQUEIRO E AQUICOLA NO TERRITORIO DO BAIXO SUL DA BAHIA.
Para: Exmo. Sr. Governador do Estado da Bahia.
Senhor Governador,
Temos conhecimento de que 80% do consumo de pescados no Brasil sejam de produtos nacionais. O cenário é favorável. De acordo com diversas instituições, atualmente o comércio de pescados e frutos do mar é um grande negócio entre todas as proteínas animais, superior ao comércio de carnes bovina, suína e de aves. Segundo dados mais recentes disponíveis sobre o setor, o consumo de pescado per capita aumentou de 10 quilos na década de 1960 para mais de 19 quilos em 2012 e já representa 17% do consumo de proteína no mundo.
A procura do nosso povo por esse tipo de alimento também aumentou. Dados do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura indicam que este consumo anual é de 10,6 quilos de pescado per capita, ainda abaixo da média mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde, de 12 quilos por habitante/ano.
Não podemos ir à contra mão da tendência Mundial e Nacional. Há oportunidade de aproveitar o momento para impulsionar o setor baiano, tanto na aqüicultura, tanto na pesca. A Bahia possui clima ideal para produção e criação de pescados, além de espaço, com 1.118 km de extensão de litoral e milhares de quilômetros quadrados de reservas de água doce, representados pelos seus açudes e barragens. Mesmo assim, a pesca e aqüicultura na Bahia, ao longo dos últimos anos, têm amargado um grande volume de problemas, principalmente pela falta de apoio do Governo Federal que culminou com a extinção do Ministério da Pesca.
Necessitamos do apoio do seu Governo com investimentos em capacitação, projetos estruturantes e de fortalecimentos dos dois setores, a pesca e a aqüicultura.
Senhor Governador, não podemos destoar dos avanços do seu Governo. A Bahia precisa retornar ao seu desenvolvimento, ao seu incentivo a pesca e a Aquicultura, sobretudo junto às comunidades tradicionais de pescadores e marisqueiras. O senhor tem um grande instrumento na mão que é a BAHIA PESCA. Empresa pública, que ao longo dos 30 anos da sua existência acumulou experiência suficiente para continuar a alavancar a pesca e a aqüicultura. E cobrir sobretudo a lacuna deixada pelo desmando do Governo Federal para o setor.
Estamos à disposição para propor ações concretas para impulsionar este desenvolvimento e voltar a figurar nos primeiros lugares nacionais de produção de pescado, onde só na aqüicultura a Bahia passou de terceiro colocado para a oitava posição nacional, segundo os dados da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR).