A Reforma da Previdência, encaminhada a Câmara dos Deputados (PEC 287/2016), tem por objetivo tirar direitos dos trabalhadores, contribuintes à previdência social (INSS).
Atualmente, mulheres aposentam com 30 anos de contribuição e homens com 35 anos de contribuição.
Caso não atinjam o tempo de contribuição, podem se aposentar por idade, onde mulheres se aposentam com 60 anos de idade, e homens com 65 anos de idade.
Observa-se que as mulheres têm 5 anos a menos no tempo de contribuição e na idade. Pois sempre foi considerado que as mulheres têm dupla jornada, sendo no trabalho e em casa cuidando da família.
Porém a PEC 287/2016 igualam os sexos, mulheres e homens se aposentarão com 49 anos de contribuição ao INSS, e a aposentadoria por idade, para homens e mulheres será somente aos 65 anos de idade.
Os direitos à aposentadoria, se aprovada a PEC 287/2016, serão inatingíveis, pois para se aposentar a pessoa deverá começar trabalhar com 16 anos e nunca ficar desempregado, só assim, conseguirá se aposentar com 65 anos de idade e 49 anos de contribuição.
A Reforma da Previdência, atinge tanto os trabalhadores, como os filhos dos trabalhadores, que futuramente, iniciaram no mercado de trabalho.
O governo fala muito do déficit da previdência social, para justificar a Reforma da Previdência, porém, esse déficit não existe. O caixa da previdência social é superavitário.
O caixa da previdência pode vir ainda ficar melhor do que já está, bastam cobrar os grandes devedores à previdência social, que são os Bancos, times de futebol, JBS, da Friboi (carne fraca), mineradora Vale (entre outros), (fonte: http://reporterbrasil.org.br/2017/02/reforma-da-previdencia-ignora-r-426-bilhoes-devidos-por-empresas-ao-inss/)
O governo precisa sim, criar mecanismos que sejam efetivos na cobrança dos devedores à previdência social, e acabar com a DRU (Desvinculação da Receita da União), sendo que o governo federal retira hoje 30%. (fonte: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/08/24/senado-aprova-proposta-que-prorroga-a-dru-ate-2023)
O governo não deve jogar a conta para a população, tolhendo direitos.
Diga não a Reforma da Previdência. Não existe déficit na Previdência Social.
Maria de Fátima Alabarse
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