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CONTESTAÇÃO - APLICAÇÃO DE PROVA TEÓRICA PRO-TISBU 2017

Para: À Sociedade Brasileira de Urologia, através de sua Comissão de Ensino e Treinamento e a comissão de Prova de Título da Sociedade Brasileira de Urologia

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Vimos, através deste documento, prestar depoimento sobre o ocorrido neste último domingo, 30 de abril, data de realização da prova teórica do Pró-TISBU.
Seguem os fatos: a prova é concebida para realização por meio eletrônico, em computadores disponibilizados em salas devidamente equipadas.

A prova iniciou em horário compatível com o anunciado. Como de costume, inscrevemo-nos através de nosso Número de Carteira de Pessoa Física (CPF), o que nos leva a uma tela de conferência de dados, o que libera o sistema para o início de um Tutorial. Para nossa surpresa, diferentemente dos anos anteriores, o tutorial não se encontrava disponível de imediato, havendo a necessidade por parte de alguns candidatos de realizar "download" de arquivos e instalação no momento da realização da prova. Alguns candidatos que questionaram a "falha" obtiveram como resposta que isso era "normal".

A prova seguiu conforme o esperado, com duração aproximada de 3 horas e 30 minutos, não descontado o tempo do tutorial. Decorridos 45 minutos aproximadamente da segunda hora de prova, iniciou-se por parte dos fiscais uma série de interrupções para explicações sobre algo que já havia sido percebido pelos candidatos: ao concluir a prova e sermos remetidos a página de folha de resposta preliminar, antes da conclusão da prova em definitivo e impressão das respostas dadas, o candidato se deparava com uma transcrição de respostas completamente incongruente com a marcação originalmente feita em sua prova.

A despeito dos esforços dos fiscais em explicar que a transcrição acontecia no sentido de alinhar as marcações feitas com uma prova base, muitos candidatos questionaram como poderiam assinar e entregar um gabarito que efetivamente não correspondia ao seu. Efetivamente, quando se considera a circunstância da importância de uma prova de título, da seriedade sempre tão vigente nas atividades de nossa Sociedade, passamos a questionar a legitimidade do Concurso, e ficamos seriamente preocupados com os resultados.

Acreditamos que a despeito de se tratar de algo estritamente técnico, o problema gerado por esta dita transcrição não deveria ter sido sequer repassado aos candidatos, sendo algo que poderia, ao nosso ver, ser resolvido no âmbito de processamento dos dados do instituto que aplicou a prova. Agravante maior a toda situação, somou-se nítida tentativa dos fiscais em colocar aquilo como algo normal, tendo-se declarado inclusive que não haveria necessidade de se questionar nada.

Refutamos veementemente a idéia de entregar uma folha de respostas incongruente com as respostas efetivamente dadas ao tipo de prova. Obrigados que estávamos a assiná-la, instalou-se verdadeira celeuma nas salas, insatisfeitos que estávamos todos enquanto candidatos. Corroboraram para o clima de incredulidade a orientação dada pelos fiscais de que deveríamos anotar nossas respostas antes de imprimir nossa folha de resposta definitiva, e em caso de incompatibilidade, "veríamos o que fazer".

Aqueles candidatos que terminaram suas provas primeiro não tiveram a oportunidade de anotar suas respostas, já que não foram informados das inconformidades pelos fiscais, o que torna uma conferência e/ou um recurso impossível.

Ademais, o Edital, em seu Artigo Nono, Parágrafo 1, menciona que para os candidatos do nível R3, a prova objetiva será avaliada na escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos, por processo eletrônico, sendo atribuído 1,0 (um) ponto para cada resposta correta da prova e 20 (vinte) pontos na prova teórico-prático. Os candidatos deste segmento foram avalidos com uma prova constante de 30 questões orais na prova teórico prática e 80 questões na prova teórica. Desta forma, gostaríamos de saber se haverá retificação do Edital ou se os 20 pontos serão equitativamente distribuídos.

O processo de preparação para a Prova do Pro-Tisbu exige dos candidatos organização pessoal e profissional, desvinculamento de suas responsabilides horárias da Residência Médica para poder viajar e submeter-se ao Teste; incluído aqui está também o estímulo da Sociedade a participação em cursos preparatórios - como o PROTEUS - que demandam tempo e investimento financeiro com passagens aéreas e acomodação.

Julgamos a situação toda como desrespeitosa com os candidatos que dispõem de seu tempo e dinheiro para se submeter a processo exigente do ponto de vista emocional e intelectual e para o qual dedicam-se com afinco pelo desejo de se tornarem membros titulares da Sociedade. Fomos confrontados com algazarra em meio ao tempo de prova, dificultando ainda mais a sua realização, e por fim com a insegurança de que resultados iriam se produzir em relação as respostas dadas no computador.

Confiantes na seriedade de nossa Sociedade, esperamos que as informações aqui elencadas sejam valoradas no sentido de esclarecer esta situação que põe em cheque a lisura do processo, e contestamos a sua validade, tendo em vista os fatos.

Atenciosamente,

Candidatos ao Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Urologia.
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Esta petição foi criada em 01 maio 2017
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