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REPÚBLICA HIDROGRÁFICA DO BRASIL - MANIFESTO POLÍTICO

Para: FOCO NA GESTÃO PÚBLICA POR BACIAS HIDROGRÁFICAS

O BRASIL TEM JEITO - A REPÚBLICA HIDROGRÁFICA DO BRASIL -
MANIFESTO NACIONAL - 04/05/2017

OS PRÉ-CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA não irão melhorar nossas vidas. Apesar de brigarem no varejo, convergem no atacado. Seus métodos são os mesmos que vigoraram até aqui. Ignoram a ecologia, com isso vem a destruição dos rios e da biodiversidade. Nestas questões, PMDB, PT, PSDB e satélites são cara dum focinho do outro. As demandas internacionais seguirão ditando as exportações brasileiras de commodities, para pagar dívidas e juros, sem trazer maior proveito ao povo. Estamos a reboque, ao deus-dará, o povo e a natureza arruinados, sem projeto de Nação.

EMPREGO, RENDA E DÍVIDA. Impostos e burocracia estão sufocando as iniciativas dos segmentos populares médios e pobres, carentes de apoio tecnológico e crédito. O empreendedorismo deles promoveria emprego e renda, agregando valor aos produtos. Ao mesmo tempo, exporta-se matéria bruta não beneficiada e barata, ganhando por quantidade, sem gerar empregos e riquezas aqui. Mecanismos internacionais e desastres políticos nossos, nos fizeram escravos de dívida pública (interna e externa) de trilhões de reais. Enquanto na Europa e USA os juros são próximos de zero, aqui chegaram à casa dos 14%. Em 2016 a dívida interna chegou a 47,7% do PIB e pagamos de juros e amortizações o equivalente a 43,94% do orçamento executado da União, de dois trilhões e 572 bilhões de reais- dados de 2016 do Banco Central (bcb.gov.br). Sem contar isenções fiscais, anistia de multas e a corrupção. Os dados impressionam. Impõe-se refazer essas contas de trilhões, mudar a maneira de gastar e renegociar a forma de pagar. Quase nada sobra para a educação, assistência médica, segurança, habitação e transporte urbano. Nosso objetivo é construir uma Nação justa socio-ambientalmente, sem esses índices de violência, doenças, exclusões, crimes ecológicos. O caminho deverá ser outro, o Brasil não pode desintegrar-se.

OS ECOSSISTEMAS. Sem mudança de visão, as empresas, governos e a população irão seguir destruindo os solos, extinguindo a biodiversidade, secando mananciais, produzindo dinheiro de imediato, para uns, e pobreza geral, para sempre. É o que aconteceu nos vales dos rios Doce, São Francisco, Jequitinhonha, Paraíba do Sul e demais. A economia focada na monocultura e exportação de commodities chegou aos limites da água, do desmatamento, do envenenamento, da desindustrialização. Extinguem os peixes, símbolos da exuberância natural, a bolsa família dos ribeirinhos. Não é sustentável separar o fazer humano do destino comum da Terra. O antropocentrismo é paradigma falso, como foi o geocentrismo, pune a vida animal, destruindo seus habitats e alimentos. Biocentrismo já! É hora do bio-monitoramento avaliar a competência dos governos, pela qualidade dos ecossistemas, cidades incluídas.

A POLÍTICA DESENRAIZOU-SE. O que sustenta a vida humana, flora e fauna é a diversidade do solo, as chuvas, o clima, os rios. Os partidos, sindicatos, igrejas, instâncias estatais, parecem ignorar as ciências da natureza como base da política e da economia. Exceção à alienação é a voz da Laudato Sí. Não estamos fazendo aqui juízo de valor ideológico dos sistemas econômicos existente no mundo hoje ou antes. Todos foram opressores. A questão é a inclusão na política dos fundamentos físicos, biológicos, geográficos e culturais da vida na Terra. Temos que mudar os referenciais da política, integrando o Homo sapiens ao convívio respeitoso com a Natureza, como construção civilizatória. História natural e história cultural são dimensões da realidade com raízes comuns. A concepção biocêntrica de gestão na Terra faz convergir a luta pela sobrevivência das espécies e as relações entre as classes e povos do Homo sapiens.

REPÚBLICA HIDROGRÁFICA DO BRASIL. O território hidrográfico é a base ecossistêmica de estruturação da união federativa de bacias. Esta base já existe, mas tem que ser assumida como referência da gestão do Brasil com matriz econômica ecologizada. Ela será a mãe das reformas políticas, pois começa mudando a noção de política, ao introduzir a lógica territorial coerente de gestão, no lugar da herdada das Capitanias Hereditárias de 1532. E diferente da proposta da ONU e do Al Gore. Não é apenas retórico o nome de Rio da Integração Nacional dado ao São Francisco. Sem visão de bacia o Brasil se torna um amontoado inadministrável de entes federativos. Essa transição é necessária. As águas dos rios são informações que fluem, são espelhos que mostram nossa cara civilizatória. Fundamenta a governabilidade. Rios morrentes, solos erodidos e população miserável são mensagens da natureza. A abordagem transdisciplinar nos leva aos rios, a recíproca é verdadeira. Ela dá método, estratégia e filosofia de governo.

AGINDO AGORA, com autonomia prática e conceitual, fora do controle das velhas instituições decadentes, poderemos emergir como sujeitos deste momento da história. Mas, se apenas reclamando dos políticos e de tudo, mas sendo levados, sem entrar na disputa com referencial próprio e consistente, não influenciaremos a opinião pública. Este grupo se dirige a todos, via web, com custo mínimo. E você pode ajudar a organizar, de qualquer lugar que esteja. O Brasil é vida e ela merece nossa dedicação e respeito.
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Esta petição foi criada em 04 maio 2017
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