Processos seletivos com ética, transparência e respeito ao candidato
Para: Senado Federal, Câmara dos Deputados, Ministério do Trabalho e órgãos de proteção ao consumidor.
Milhares de brasileiros enfrentam diariamente processos seletivos longos, frustrantes e desumanos — muitos deles conduzidos de forma antiética por empresas que se aproveitam da vulnerabilidade de quem está buscando um emprego com esperança.
É urgente que o Senado Federal crie uma lei que regulamente os processos seletivos públicos e privados, garantindo transparência, ética e respeito à dignidade dos candidatos.
Nos últimos anos, se tornaram comuns as seguintes práticas abusivas:
Publicação de vagas falsas, criadas apenas como marketing para parecer que a empresa “está sempre contratando”, sem qualquer intenção real de convocar candidatos externos;
Uso excessivo de filtros automatizados e inteligência artificial em plataformas como a Gupy, que acabam eliminando ótimos currículos por critérios mínimos, como uma formação diferente da esperada, impedindo que profissionais competentes sequer cheguem à entrevista;
Processos seletivos intermináveis, com múltiplos testes, entrevistas e atividades, que consomem tempo, energia e esperança — e que, ao final, não oferecem nenhum retorno ou explicação aos candidatos eliminados;
Falta total de feedback ou qualquer comunicação com o candidato após o processo, deixando-o no escuro, o que gera frustração, desânimo, e em muitos casos, impactos emocionais e traumas duradouros.
Por isso, nós, abaixo-assinados, solicitamos que seja criada uma legislação que:
1. Torne obrigatória a transparência sobre a natureza da vaga (interna, externa ou mista);
2. Proíba processos seletivos de fachada ou apenas para cumprir formalidades internas;
3. Regule o uso da inteligência artificial em processos seletivos, exigindo revisão humana em casos de eliminação automática;
4. Garanta feedback mínimo obrigatório ao candidato após qualquer etapa eliminatória;
5. Estabeleça penalidades administrativas para empresas que descumprirem essas normas;
6. Crie um selo de boas práticas em recrutamento, reconhecendo empresas que agem com ética e respeito;
7. Defina um órgão fiscalizador, como o Ministério do Trabalho e Procon, para acompanhar e punir irregularidades.
O tempo e a saúde mental dos candidatos devem ser respeitados. O desempregado não é um número — é uma pessoa com direitos.
Privacidade dos apoiadores:
Os nomes, e-mails e dados dos signatários desta petição não serão divulgados publicamente e serão utilizados exclusivamente para envio desta proposta aos órgãos competentes. A privacidade será respeitada conforme a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Assine esta petição e nos ajude a transformar a dor de muitos em mudança real.
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