Abaixo-assinado Acabemos com o preconceito contra as Humanas!
Para: Universidade Federal do Paraná
Aos profissionais de Letras, Artes, Ciências Humanas em geral.
No dia de hoje (3 de dezembro de 2012) li estarrecido uma matéria no jornal Gazeta do Povo, em Curitiba, no qual uma professora do curso de Administração da Universidade Federal do Paraná emite opiniões grosseiras, errôneas e que ignoram a pluralidade, a profundidade e a qualidade científica das nossas ciências e artes.
A reportagem chama-se "Escolha por profissão deixa o mercado em 2.º plano", publicada no caderno Vida na Universidade. Em um "quadro explicativo", uma psicóloga-administradora (sic) expressa-se da seguinte maneira:
Falha no ensino básico faz aluno descartar área de Exatas
Por que a procura por cursos da área de Exatas é menor se existe a demanda do mercado? A resposta, dizem especialistas, está na própria formação dos profissionais.
“Em Exatas, os cursos mais complexos levam cinco, seis ou mais anos para serem concluídos e demandam investimento de estudo por parte do aluno. Não são cursos simples como os da área de Humanas, que sem dificuldade um estudante conclui em quatro anos”, afirma Samantha Boehs, da UFPR.
Segundo pode-se localizar em outra parte da matéria, essa Samantha Boehs é psicóloga organizacional e mestre em Administração Samantha Martins Boehs, professora do Departamento de Administração Geral Aplicada da UFPR.
Precisamos nos levantar contra esse preconceito ilógico e irracional, que prioriza áreas do conhecimento mais técnicas, em detrimento de nossas áreas mais ricas em debate, discordâncias e linhas de pensamento. Questiono os amigos: Não é realmente discriminação chamar de "fáceis" nossos cursos e profissões, apenas por sermos mais dados ao debate de ideias, à circulação livre de opiniões?
Gostaria que nosso protesto chegasse à Universidade, que precisa de novos ares a varrer-lhe os preconceitos encalacrados em pessoas, nos corredores e nos setores, há tanto tempo.