Abaixo-assinado Inclusão na pauta de reivindicações da Reposição das perdas acumuladas desde 94.
Para: CONTRAF-CUT
Essa petição tem a intenção de demonstrar às direções sindicais que nós não queremos nos contentar com pouco e deixar de lado uma das nossas bandeiras mais importantes. E assim, forçar a incluisão na pauta geral dos bancários e nas específicas dos bancos públicos da Recuperação das Perdas Salariais desde 1994. É vergonhoso que uma parte dos nossos representantes eleitos e sua corrente venha conseguindo barrar essa reivindicação.
Segundo pesquisa de uma analista do DIEESE (acessível através desse link https://www.facebook.com/groups/348314588580751/348363955242481) no ano passado (2012) o reajuste necessário para sanar as perdas que amarguramos nesse período era de 61,67% na Caixa, 52,30% no Banco do Brasil e 6,18% nos bancos privados. O que demonstra que tomando como referência o ano de 1994, nós não temos ganhos reais, e sim prejuizos até o momento. Já que desde 2003 deixamos de reivindicar as perdas de 8 anos em que nossos salários não foram reajustados pela inflação.
"REPOSIÇÃO 15/09/2001
Nos bancos estatais, como a Caixa Econômica Federal, o índice é de 71,64% (4,10% de produtividade e 64,88% referentes a reposição das perdas salariais do Plano Real e a inflação projetada nos últimos 12 anos). No Banco do Brasil o índice é de 64,93%."
"Bancários federais exigem acordo coletivo da Fenaban 07 a 11/10/2002
Enquanto os funcionários dos bancos privados obtiveram 40,48% de reajuste salarial nos últimos 6 anos, os bancários da Caixa e do BB receberam no mesmo período, 3,73% em média."
A perda do poder aquisitivo é muito grande e causa muitos problemas até mesmo para os próprios bancos. A rotatividade nos bancos públicos tem chegado próxima à dos bancos privados. Isso aumenta os gastos com admissão, formação, diminui a qualidade do atendimento e a produtividade.
O movimento sindical também sai perdendo. Atualmente, a maioria dos funcionários que entram nos bancos públicos não busca lutar pelos seus direitos, se informar e participar das lutas coletivas já que as suas metas pessoais são sair do banco assim que possível, ao invés de criar vínculos e consciência de classe.
A diminuição da participação dos funcionários dos bancos públicos no movimento sindical afeta toda a categoria, já que os bancários de bancos privados têm mais dificuldades para participar por causa do medo da demissão. Além disso, se cria um racha: os bancários dos privados reclamam da baixa participação dos bancários dos públicos e os dos bancos públicos acusam a unificação da luta pela diminuição das reivindicações.
Na verdade, a união só nos torna mais fortes. Outras coisas têm afetado o movimento. São elas, a baixa participação da base, o grande número de pessoas novas nos bancos que não sabem das perdas que tivemos e a visão equivocada de uma parte do movimento sindical, que tem prevalecido.
A nossas reivindicações não têm de ser niveladas por baixo. Como outras categorias, temos que lutar, no mínimo, por tudo o que já tivemos.
" 16/10/2009
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro ... os trabalhadores pedem ganho real de 10%, 23% de perdas acumuladas desde 1994, reposição de 4,44% relativos às perdas salariais do período (INPC)"
"2011
O Governo federal concedeu aumento para os servidores da Previdência Social, mais especificamente do INSS, a partir de julho de 2008 até julho de 2011, que varia de 29,4% a 141,8%. Muitas de nossas perdas foram repostas, mas nem todas.
Seguimos sendo uma das categorias de mais baixa remuneração do Estado brasileiro, considerando autarquias, agências e fundações. Se levarmos em conta nossas atividades voltadas para 36 milhões de segurados contribuintes e 25,5 milhões de segurados beneficiários, movimentando mais de 36 milhões de processos/ano, somos, de longe, a de menor remuneração."
"PAUTA DE REIVINDICAÇÕES 2012/2013
3- REPOSIÇÃO DO RESÍDUO PERCENTUAL DO PERÍODO DE 1994/2012
As empresas do Sistema BNDES corrigirão, em 01.09.2012, os salários de seus empregados, com a aplicação do percentual residual acumulado relativo à variação integral do INPC/IBGE, no período de 01.09.1994 a 31.08.2012, ... , além do reajuste previsto na cláusula 1ª deste instrumento."
" 16/8/2012
3) O Governo alega que o BC teve reposição salarial de 33% acima da inflação, tomando por base o salário de dezembro de 2002 a dezembro de 2012. Isso está correto?
Temos que olhar um horizonte mais longo. Em 2002 os salários do setor público estavam defasados, após uma política de congelamento que durou 8 anos (a era FHC)... "
" 24/07/12
Nas negociações com os servidores federais em greve, o governo tem argumentado que algumas categorias receberam um reajuste real superior a 100% entre 2003 e 2012. Enquanto a inflação do período foi de 75,3%, um técnico administrativo com nível superior teve reajuste de até 469%. Isso representa um reajuste real, descontando a inflação, de 110,63%, para início de carreira e de até 225% para final de carreira. Hoje, os salários de um técnico administrativo variam entre R$ 2.989 e R$ 9.887 contra salários que variavam entre R$ 810 e R$ 1.735, em 2003."
Vários Estados aprovam a inclusão da reivindicação da Reposição das Perdas em seus Encontros e/ou Congressos, mas todos os anos nos Congressos dos Bancos Públicos e no Congresso Nacional dos Bancários essa pauta é perdida para uma corrente majoritária que não detêm argumentos convincentes. As defesas podem ser encontradas no Youtube através deste link: http://www.youtube.com/watch?v=N_KUlWLE4zo . A nossa categoria tão forte não ousa pedir o que já teve. Por quê?
Quem frequenta os eventos do movimento sindical bancário sempre escuta referências sobre a organização, força, combatividade e vanguardismo da categoria. De fato a categoria bancária tem um alcance importante, detêm formadores de opinião, e têm uma organização nacional invejável. Mas, o que estamos fazendo com isso? A participação de todos é essencial para contruirmos maiores conquistas.
"10/01/2013
São 90 anos em que milhares de bancários trabalharam para construir não só uma das mais fortes categorias do Brasil, mas também para que esse Brasil fosse mais forte, maior e mais justo para todos."