Movimento dos Técnicos-Administrativos em Educação da UFPel pela implantação do teletrabalho
Para: Reitoria da UFPel, ASUFPel e ADUFPel
Nós, Técnicos-Administrativos em educação da Universidade Federal de Pelotas, em união espontânea e autônoma, sem qualquer ligação à movimento político, associação sindical ou entidade representativa, manifestamos REPÚDIO ao Ofício ASUFPel nº 20.1/2022 o qual solicita:
1) Reunião com urgência, para tratar sobre a minuta registrada no processo SEI n.° 23110.019650/2022-09, que aborda o teletrabalho dos/as Servidores/as Técnicos Administrativos em Educação de Pelotas e Capão do Leão/RS, lotados na Universidade Federal de Pelotas. A resposta precisa ser data até às 12h, do dia 29 de junho de 2022;
2) Prorrogação de 15 dias do prazo para que os TAE`s analisem e colaborem com a minuta sobre o teletrabalho registrada no processo SEI n.° 23110.019650/2022-09;
3) Inclusão da Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Servidores Técnico-Administrativos (CIS), na discussão e estruturação da minuta sobre o teletrabalho;
4) Reunião com o Comitê Gestor que propõe a minuta sobre o teletrabalho em referência
Bem como, igualmente, manifestamos REPÚDIO ao Ofício ADUFPel, dirigido à Magnífica Reitora da UFPel, nos seguintes termos:
“A diretoria da ADUFPel dirige-se à gestão da UFPel para manifestar-se sobre a proposta de gestão e desempenho defendida por esta instituição e que, entre outras questões, visa a implementação do teletrabalho na UFPel. Nossa Ssind compreende que há muitos elementos ainda não nítidos o suficiente, vários deles que acarretarão mudanças profundas no processo de trabalho na instituição, implicando na vida de nossas servidoras e servidores, quer sejam docentes ou técnico-administrativos/as e, por consequência, na vida de nossos estudantes também. É público e notório que o período adverso que ainda enfrentamos (ainda que a COVID 19 não seja mais considerada pandemia pelo governo brasileiro), não nos tem oportunizado os encontros e debates tão necessários para que se garanta uma participação mais ampla. Desse modo, e por nossa defesa intransigente da transparência e da democracia na comunidade, compreendemos que tal decisão não pode ser tomada sem que todos os envolvidos no processo tenham a possibilidade de estudá-lo e opinar sobre ele, o que não ocorreu de fato.E, ainda, é inadmissível que temas dessa magnitude e impacto não sejam pauta nos nossos Conselhos Superiores, sendo implementados por portarias ou normativas. Sem mais, enviamos nossas saudações universitárias e sindicais.”
A implementação do teletrabalho em nossa Instituição vai ao encontro da modernização da força de trabalho, da flexibilização da jornada e do interesse da grande maioria da categoria, oportunizando uma melhor integração entre ambiente de trabalho e a vida pessoal daqueles que optarem por aderir ao Programa de Gestão e Desempenho.
A manifestação da ASUFPel vai de encontro aos interesses da maior parte da categoria, o que não representa novidade, já a que entidade representativa nos últimos anos parece padecer de um certo tipo de crise de identidade, vez que não se identifica com os anseios da categoria. Além de inoportuna, a manifestação atrasa e tumultua o cronograma estabelecido pela PROGEP, bem como ofusca e desprestigia o árduo e complexo trabalho desempenhado por Técnicos-Administrativos em Educação não só da PROGEP, mas de várias outras Unidades, que se engajaram de maneira incansável para tornar viável a implantação de um sistema de gestão complexo como o teletrabalho.
Por sua vez, a ADUFPel, em sua manifestação deixa evidente a pretensa hierarquização de categorias, quando pretende intervir de maneira arbitrária e infundada em decisões estratégicas e cruciais para a carreira dos Técnicos-Administrativos em educação.
Buscar levar ao CONSUN, órgão cuja formação é de 70% de servidores docentes, deixa assente a pretensão de decidir a respeito da vida funcional dos Técnicos-Administrativos, como se fossemos subordinados hierarquicamente à classe docente – o que não existe – deixe-se claro.
A decisão sobre a adesão ao teletrabalho é única e individual – cabe a cada servidor optar ou não pela adesão – não toleraremos qualquer cerceamento de liberdades individuais, nem serviremos de massa de manobra política para disputa de poder, tampouco nos submeteremos hierarquicamente ou seremos subservientes a outras categorias.
Não iremos nos calar.
Por fim, solicitamos à Magnífica Reitora que caminhe ao lado dos técnicos, apoie a nossa liberdade individual e implemente o teletrabalho, para que cada um, individualmente, possa decidir sobre a sua vida funcional.