NOTA DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO
Para: Servidores do MPU
NOTA DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO
OS SERVIDORES TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO vêm, publicamente, expressar seu repúdio e indignação em relação às declarações da Procuradora Regional da República, Dra. Zelia Luiza Pierdoná, feitas em uma audiência pública realizada no CSMPF em 08 de agosto de 2024, onde se discutia a proposta de Orçamento do Ministério Público da União.
Durante o evento, a Procuradora Regional da República, em sua fala, afirmou, de maneira incontestável, que os servidores técnicos administrativos do Ministério Público da União são inúteis, dispensáveis e substituíveis pela Inteligência Artificial. Foi um discurso de exclusão e ódio, mostrando total despreparo, desrespeito, desconsideração e desvalorização por essa categoria de trabalhadores.
A manifestação da Procuradora Regional da República propondo a eliminação dos cargos de técnicos administrativos, que são essenciais para o funcionamento da instituição, em favor de Inteligência Artificial é inaceitável. Ela sugere que os recursos provenientes dessa medida sejam destinados ao pagamento de privilégios aos membros do Ministério Público da União. Essa proposta vai contra os princípios democráticos e de justiça social, ao incentivar a extinção de uma parte importante dos servidores públicos federais e, de forma indireta, promover a precarização dos serviços públicos e da defesa dos direitos individuais e sociais da população, como assegurado pela Constituição.
É chocante que tais declarações venham de alguém que, por obrigação constitucional, deveria proteger os direitos sociais e individuais, como o direito à vida, dignidade e liberdade dos cidadãos. Essas declarações, por motivos questionáveis, desrespeitam os direitos humanos, incluindo a dignidade e o direito ao trabalho, que garantem ao trabalhador e sua família saúde, bem-estar, alimentação, vestuário, moradia, assistência médica e serviços sociais essenciais, além de proporem a precarização dos serviços públicos oferecidos pelo Estado à sociedade brasileira. Essa atitude é desprezível e ofensiva aos princípios e direitos fundamentais, motivo pelo qual merece todo o nosso REPÚDIO E INDIGNAÇÃO.
Brasília / DF, 09 de agosto de 2024.