Pela Urgente Melhoria das Estradas Rurais dos Assentamentos de São Lourenço da Mata – PE
Para: Prefeitura de São Lourenço da Mata – Secretaria de Infraestrutura / Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário / Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco / Deputados Estaduais atuantes na Zona da Mata / Instituições e autoridades competentes
ABAIXO-ASSINADO PARA SOLICITAR OBRAS DE MELHORIA NAS ESTRADAS DOS ASSENTAMENTOS RURAIS: ENGENHO VELHO, SÍTIO II, CONCÓRDIA, SANTA ROSA II, AGÁPITO DOS SANTOS E DEMAIS COMUNIDADES DO MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DA MATA – PE
Nós, agricultores, trabalhadores e moradores dos assentamentos rurais de São Lourenço da Mata – PE, viemos por meio deste abaixo-assinado denunciar a situação crítica das estradas que cortam nossos territórios e cobrar providências urgentes do poder público municipal, estadual e das concessionárias de serviço público.
Há mais de 20 anos, essas vias não recebem obras estruturais de melhoria. Não há arrieiros, canalização, drenagem, sinalização ou qualquer medida básica de segurança. Durante o período chuvoso, de março a agosto, a situação se agrava drasticamente: o barro vira lamaçal, o massapê atola carros, motos e até pedestres. Em muitos trechos, o acesso se torna simplesmente impossível.
As consequências são gravíssimas e afetam diretamente o nosso direito de viver com dignidade:
Estudantes caminham até 5 km por dia para chegar à escola, pois o transporte escolar atola, quebra ou deixa de circular.
A produção agrícola fica retida, impedindo que chegue às feiras e consumidores, gerando prejuízos às famílias.
Emergências de saúde viram um drama: o socorro não chega ou chega com atraso, e os fretes custam caro.
O turismo ecológico rural se paralisa, afetando quem vive da visitação e da valorização ambiental.
Moradores ficam ilhados dentro de casa, sem acesso nem mesmo a pé.
A economia colaborativa entre os próprios vizinhos fica inviabilizada — não conseguimos trocar alimentos, circular produtos ou prestar pequenos serviços uns aos outros, porque simplesmente não conseguimos nos deslocar com segurança dentro do próprio assentamento.
Além disso, a falta de energia elétrica se torna ainda mais frequente nesse período. Quando ocorrem quedas de energia — algo comum durante as chuvas —, a Neoenergia muitas vezes demora dias para chegar até os locais, justamente porque os caminhões não conseguem acessar as estradas em más condições. Não há nenhuma ação de poda preventiva nas áreas de rede elétrica rural, o que faz com que galhos de árvores toquem os fios e provoquem desligamentos. Em muitos casos, os próprios moradores se arriscam, com medo de levar choque, para tentar podar árvores próximas da rede, por falta de assistência adequada.
Diversos cursos d’água cortam as estradas sem manilhamento, fazendo transbordar a água e abrindo erosões profundas que tornam a passagem perigosa e arriscada.
Diante de tudo isso, cobramos com firmeza e urgência:
Abertura e poda das margens das estradas para segurança dos usuários;
Construção de arrieiros e canais de escoamento das águas pluviais;
Instalação de manilhas nos trechos com filetes d’água e nascentes;
Proteção e reforço nas pontes;
Nivelamento das vias principais e acessos às propriedades com maquinário adequado;
Cascalhamento com piçarra e sinalização rural;
Planejamento e execução de poda preventiva sob redes de energia elétrica nas áreas rurais, com equipes capacitadas da concessionária;
Acesso garantido da Neoenergia e demais serviços essenciais durante o período de chuvas.
Não estamos pedindo luxo, estamos exigindo o mínimo de infraestrutura para garantir o nosso direito de ir e vir, trabalhar, estudar, se comunicar, se alimentar e viver com dignidade no campo.
A ausência dessas condições fere os princípios mais básicos da cidadania. É hora de romper com o abandono histórico. As comunidades rurais também fazem parte do município e precisam ser vistas, ouvidas e atendidas.
Assine e compartilhe. A força da nossa voz está na nossa união.