Abaixo-assinado para Tombamento da Instituição Educacional Colégio Estadual Professor Manoel Gonçalves Ramos Júnior, bem como sua história, em memória do legado educativo-cultural da cidade Cambuci.
Para: Pessoas que residam em Cambuci - com título eleitoral
A história da Escola mais tradicional da cidade de Cambuci.
O C. E. Prof. Manoel Gonçalves Ramos Júnior, foi fundado por um grupo de acionistas que, preocupados com a educação do estudante cambuciense, resolveram instalar no município, o curso secundário, criado por Decreto do Exmo. Sr. Coronel Edmundo do Macedo Soares e Silva, acreditando que esta realidade fosse um despertar para um novo amanhã e uma forma de elevar o nome da terra cambuciense.
Seu Patrono, José de Souza Faria, cidadão incansável, tendo sido Prefeito de Cambuci por 05 mandatos, é considerado por todos os alunos, servidores, pais e comunidade, grande baluarte na história desta entidade educacional devido aos esforços durante a fundação e trabalho para a ampliação no atendimento aos alunos, numa época em que a Educação Sistematizada alcançava a minoria da população.
Oficializado em 1951, funcionou nas dependências do hospital, passando, logo após, às dependências do Grupo Escolar Ernesto Paiva, onde hoje abriga o Fórum na Rua Maria Jacob, n.º134, Centro, Cambuci.
Encampado em 1955 pela Prefeitura Municipal de Cambuci, passou a funcionar no prédio construído na Rua Antonio Perazzo, n.º 62, onde permaneceu até ser devolvido à Prefeitura Municipal em 15/08/1988.
No período de 16/08/1988 a 16/04/1990, sem sede própria funcionou no prédio construído para o CIEP. A partir de 17/04/1990 passou a funcionar no prédio da extinta Escola Estadual Ernesto Paiva na Rua Antonio Perazzo, n.º 294, Centro, Cambuci.
Recebeu várias denominações: Ginásio de Cambuci, Colégio Municipal de Cambuci, Escola Técnica de Cambuci, Escola Normal de Cambuci, Colégio Estadual de Cambuci e através do Decreto n.º 7542 de 10/09/1984, D.O. 11/08/1984 passou a denominar-se então Colégio Estadual Professor Manoel Gonçalves Ramos Júnior.
Durante a sua existência estiveram à frente do Colégio os seguintes Diretores:
Padre Wenceslau Fuentes de Carvalho - 1951 a 1954
Professor Manoel Gonçalves Ramos Júnior - 1955 a 1970
Professora Ilse Oliveira de Carvalho - 1971 a 1972
Professora Linda Padilha Vieira - 2.º grau - 1973 a 04/1979
Professora Odete Alves Macieira - 1.º grau - 1973 a 04/1979
Professor Valmir Lopes de Figueiredo 2.º grau - 05/1979 a 10/1984.
Professora Evelina Baptista Vieira - 1.º grau - 1980 a 1984
Professora Afiffa Daibes Pereira - 1980 - Diretora Geral
Professora Rosemary Bastos Azevedo - novembro de 1984 a
1987/1988 a 23/2/1989 - eleita
Professora Valéria Braga e Braga- 23/02/1989 a 26/03/1990- eleita
Professora Maria Aparecida Amim Machado- 26/03/1990 a 31/07/1996- eleita
Professora Mariza Fernandes Aguiar- 31/07/1996 a 17/02/199 7- indicada
Professora Francisca Bastos Almeida- 18/02/1997 a 03/09/2001 - eleita
Professora Lígia Luz Vieira - 03/09/2001 a 05/05/2002 - eleita
Professora Teresinha Castilho Ragozzo - 05/05/2002 a 15/07/2003 - indicada
Professora Angela Luciano Pinto - 15/07/2003 a 03/01/2005
Professora Rosa Helena Carvalho Quarteroli Neves a partir de 04/01/2005
Professora Rosa Helena Carvalho Quarteroli Neves, tendo como Adjunta a Professora Valéria Melo dos Santos, a partir de 17 de maio de 2010 e até a presente data a diretora-adjunta Vera Lúcia Moreira Gomes.
Atendendo os apelos dos estudantes do nosso Município em função da distância entre os distritos, foi autorizado o funcionamento dos anexos nos distritos de São João do Paraíso e São José de Ubá, através das Portarias n.º 98 de 22/08/1980 para São João do Paraíso e a Portaria n.º 1756 ECDAT de 13/05/1981 - D.O. 21/05/1981 para São José de Ubá e ratifica o anexo de Paraíso. Esses anexos tiveram funcionamento nas escolas sedes: Colégio Estadual Oscar Batista e Colégio Estadual Moacyr Gomes de Azevedo. Em São João do Paraíso funcionou de 1980 a 1984 e São José de Ubá de 1981 a 1984, quando então passaram a pertencer às suas respectivas unidades-sedes. Nesse período o curso ministrado era a Formação de Professores noturno.
Sempre oferecido aos estudantes cambucienses o melhor da educação, ministrando os diversos cursos:
Curso Ginasial - 1951 a 1989
Curso Normal - Autorizado pelo Decreto n.º 5496 de 08/11/1956- 1957 a 1976.
Curso de Formação de Professores - Autorizado pelo Decreto n.º1353 de 13/07/1977, D.O. 14/07/1977 - 1977 até os dias atuais.
Curso Técnico de Contabilidade - 1956 a 1966.
Curso Técnico de Contabilidade - Autorizado pela Portaria n.º 253/CDCE.E de 07/03/1990 a D.O. 12/07/1990 - 1991 a 1997.
Curso de Habilitação Básica em Comércio - Parecer 240/76 CEE e Parecer 18/76 CEE 1977 a 1982.
Curso Técnico em Agropecuária- 1981 a 1990 - Autorizado Portaria 4665/DAT de 23/ 11/1983 D.O. 28/11/1983.
Curso de Estudos Adicionais com Aprofundamento em Alfabetização - Autorizado pela Portaria n.º 5477/DAT de 05/11/1984 D.O. 19/11/1984
Curso de Estudos adicionais em Educação Física - Autorizado pela Resolução SEE n.º 2003 de 14/05/1996 D.O. 27/05/1996 retroativo a 1992
Curso de Formação Geral - Autorizado - 1997 até os dias atuais.
Passou por várias mudanças, que vale registrar.
No período que funcionou no prédio do CIEP, encampou em 16/09/1988 a extinta Escola Estadual Fazenda Boa Esperança que funcionava na Vila Belmira Velasco, s/n.º, Suburbano, passando então, a atender os alunos do Ensino Fundamental de C.A. a 8.ª série, Formação de Professores, diurno e noturno e o Técnico em Agropecuária, que pertencia ao Colégio, mas funcionava no Parque de Exposições de Cambuci na Rua Dr. Virgilio Franklin, s/n.º, Guarani.
Através do Decreto n.º16.437 de 11/03/1991, D.O. 12/03/1991 que extinguiu a Escola Estadual Ernesto Paiva, passou finalmente a ocupar o prédio na Rua Antônio Perazzo, n.º 294, Centro, onde permanece, herdando o Ensino Supletivo da escola extinta. Ressalte-se que a Escola Ernesto Paiva passou a ter a seguinte denominação: Ciep 276 Ernesto Paiva, considerando-se a história da Instituição.
Com transferência em 17/04/1990 passou a ministrar o curso de Formação de Professores diurno e noturno e iniciou a implantação do 1.º segmento do Ensino Fundamental, com uma série a cada ano, assim, em 1994 já oferecia as quatro séries iniciais ( 1.ª a 4.ª), em 1992 passou a oferecer o Ensino Supletivo por fase de C. A. a VIII fase, herança da Escola Estadual Ernesto Paiva.
Implantado o Regime de horário Integral nos CIEPs, houve então a necessidade de transferir os alunos de 5.ª a 8.ª serie do Ensino Fundamental para o Colégio, houve então a necessidade de construir quatro salas de aula, dois banheiros - feminino e masculino -, no terreno do colégio em 1991. Em 1992 passou a oferecer o Ensino Fundamental de C. A. a 8.ª série.
Em 1998 e 1999 por determinação da Professora Maria da Penha Velasco, Coordenadora da Regional Noroeste II - Itaperuna, o curso de Formação de Professores diurno, passou a ser ministrado no CIEP 276 Ernesto Paiva, mas com sua origem no Colégio.
Inicialmente em 2000 encerram-se as mudanças, ficando acertado que o Ensino Médio e Ensino Supletivo passariam a ser oferecido pelo Colégio e o ensino Fundamental oferecido pelo CIEP 276 Ernesto Paiva.
De 1998 a 2000 o Ensino Supletivo passou a ser oferecido por quadrimestre. Atendendo mais uma vez, os apelos de professores e alunos, em fase de experiência em 2001 e 2002 o ensino Supletivo foi oferecido por série regular, mas com grande número de evasões, o sistema de quadrimestre por fase foi a solução.
Atualmente o Ensino Médio - Curso Normal diurno e Formação Geral diurno e noturno e o Ensino de Jovens a Adultos de I a VIII fases por quadrimestre noturno desde 2006.
A partir de 05 de fevereiro de 2009, através da Resolução SEEDUC nº 4212, foi autorizada a implementação do Ensino de Jovens e Adultos, nos níveis Fundamental e Médio, na modalidade semi-indireta.
Atualmente, a Escola oferece dois cursos de Ensino Médio, Formação Geral e Curso Normal, sendo este em horário integral, contando a escola com cerca de 200 alunos, atendendo às localidades de Vieira Braga, Valão do Padre Antônio, Taquaral, Três Irmãos e Sede do Município. Ademais, como anexo ao Colégio, funcional o sistema CEJA, de educação semi-indireta para levar conhecimento aos cidadãos em distorção de idade-série.
Como dizia Machado de Assis:
“Foi o amor ao ensino, a dedicação à ciência, a nobre missão do progresso e da cultura? Ou estaremos vendo os primeiros sinais de um terrível e próximo retrocesso?”
Eis a grande razão para tombamento, de acordo com o Decreto Lei nº 25 de 1937, cujos objetivos se pautam na preservação do meio ambiente cultural de um povo, a fim de garantir a memória das futuras gerações.
O tombamento é o ato de reconhecimento do valor histórico de um bem, transformando-o em patrimônio oficial público e instituindo um regime jurídico especial de propriedade, levando em conta sua função social. A etimologia da palavra tombamento advém da Torre do Tombo, arquivo público português onde são guardados e conservados documentos importantes.
Um bem histórico é tombado quando passa a figurar na relação de bens culturais que tiveram sua importância histórica, artística ou cultural reconhecida por algum órgão federal que tem essa atribuição e se tornam patrimônios públicos.
Previsto no art. 216, § 1º da Constituição Federal: “O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação”, o tombamento é uma modalidade de intervenção estatal na propriedade que, segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, destina-se a proteger o patrimônio cultural brasileiro, incluído neste a memória nacional, bens de ordem histórica, como o nosso caso, artística, arqueológica, cultural, científica, turística e paisagística.