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Abaixo-assinado O EXAME DO CREMESP NÃO MELHORARÁ A EDUCAÇÃO MÉDICA E A QUALIDADE DA SAÚDE DO PAÍS

Para: A TODOS QUE ACREDITAM E VALORIZAM EM SAÚDE E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Desde 2005, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo realizou exame facultativo para formandos do curso médico. Em julho de 2012, o Conselho anunciou medida que tornava a prova obrigatória, com a justificativa da queda acentuada na qualidade do ensino médico. No entanto, a prova do CREMESP não é a panaceia da Educação Médica deste país.
A prova do CREMESP não é a vacina tetravalente que erradicará em uma única dose e com suas questões de múltipla escolha a deficiência da educação médica, o número de erros médicos, a abertura irracional de novas escolas médicas e o impedimento da entrada de médicos estrangeiros mal qualificados no país.
É no arcabouço dessas fantasias que esta prova antes moribunda, quando opcional, tradicionalmente boicotada pelos egressos advindos das escolas médicas que aprofundam suas discussões no tópico em questão, renasce das cinzas neste ano munida da agressividade de sua imposição para a aquisição do registro no CRM-SP aos egressos do estado de SP.
No bojo da discussão, a mídia e a opinião pública trazem a precariedade da saúde dos brasileiros e da assistência médica prestada pelo SUS como fatores determinantes para a implementação da prova.
A população é sufocada pela opinião de “especialistas”. Longe de enraizar-se na sociedade, nos usuários do SUS, nos conselheiros de saúde, nos ministérios, nas entidades de classe, a discussão tem sido vista sob o prisma do CREMESP e seus “especialistas”.
Diferente do que dizem tais “especialistas”, a prova trará malefícios aos currículos que passarão a seguir menos as diretrizes curriculares do MEC e mais os macetes para sua aprovação.
Ao invés de centrar o problema no estudante, seria mais plausível avaliar seu currículo, seus campos de prática, a estrutura universitária e seu corpo docente. A prova nada garantirá aos reprovados, a não ser taxá-los pelos problemas de um processo de seis anos de déficits.
A participação no exame deve ser encarada de forma consciente, pois seus reflexos trarão consequências avassaladoras a Educação Médica. O curso médico é eminentemente relacional, teórico-prático, multidimensional, uma carreira que inevitavelmente nos impele a educação permanente e o trabalho em equipe e seremos reféns de um terrorismo dantesco de acreditarmos que a sociedade terá suas necessidades atendidas com “médicos-60%-acertos”?
A avaliação que queremos que seja implementada deve ser continuada, multidimensional, multipareada, multitemporal, que implemente o reforço e o suporte continuado, que garanta infraestrutura material e humana adequadas e que, finalmente, dê ouvidos a participação estudantil.
Se as múltiplas escolhas da prova tornaram-se a única escolha, somos obrigados a estratégias de nos manifestarmos contrários a prova, sem escolhas.




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